quinta-feira, julho 26, 2018

Defesa alega insanidade mental de acusado da morte de professora em Luís Correia

O feminicídio aconteceu no dia 3 de junho, no povoado Lameiro na região de Brejinho, zona rural de Luís Correia. O autor do crime, Raimundo Neto Pereira, marido da vítima, que fugiu após o crime e dois dias depois ao se apresentar na delegacia confessando o homicídio.
Raimundo Neto Pereira chorou durante depoimento (Foto: Kairo Amaral/TV Clube)
Segundo o advogado da família da professora, Carlos Eduardo Marques Coutinho, durante a audiência foi feita parte da instrução. Contudo, o advogado de defesa solicitou um exame de sanidade mental alegando que o acusado sofria de problemas mentais.

Na alegação do Ministério Público, o promotor de justiça Galeno Aristóteles afirmou que não restam dúvidas da materialidade e autoria do crime mediante o que foi dito pelas testemunhas e dos resultados das perícias realizadas no curso do inquérito policial. Ele confirmou ter sido um crime hediondo e pediu que o réu fosse julgado pelo Tribunal do Júri.

Como a defesa de Raimundo Neto, proferida pelo advogado Vicente Ribeiro, pediu a realização do exame de insanidade mental, o juiz Willmann Izac Ramos Santos suspendeu o processo de instrução até que seja divulgado em um prazo de 45 dias o resultado. Por conta disso, o acusado será transferido para o Hospital Areolino de Abreu, em Teresina, até que o perito oficial da justiça informe o diagnóstico.
Carlos Eduardo Marques Coutinho, advogado da família, que auxiliou na acusação do Ministério Público (Foto: Kairo Amaral/TV Clube)
Ainda de acordo com o advogado da família de Selene Roque, só após esse trâmite legal que o juiz irá decidir se o réu será ou não julgado pelo Tribunal do Júri.

"Não resta nenhuma dúvida da materialidade do crime até pelos exames que comprovam isso nos autos. Enquanto a autoria, ele diz que não se lembra do ato em si, mas tem a consciência do que praticou. Inclusive a família entregou o celular da vítima, que tinha duas fotos de lesões corporais no braço da Selene enviando para o companheiro, em que ela acusa o parceiro da agressão. Além disso, tinha conversas quando ela fugiu de casa com a filha delea pedindo para a mulher voltar e ela perguntando se ele iria tentar matá-la", contou o advogado.
Familiares, amigos e ex-alunos da professora acompanharam a audiência (Foto: Kairo Amaral/G1 PI)
Audiência de pronúncia
A sentença de pronúncia é uma decisão que não põe fim ao processo, ela apenas decide que existem indícios de um crime doloso contra a vida e que o acusado pode ser o culpado. Por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo será julgado por um Tribunal do Júri e não por um juiz sozinho.


Acompanhe o caso
O crime

Selene Veras Roque, de 28 anos, professora e diretora da Escola Municipal Rita Miranda Brito no povoado Brejinho, na zona rural de Luis Correia, foi morta com 26 facadas na tarde de 3 de junho, por volta das 17h, pelo companheiro, o mecânico Raimundo Neto Pereira, de 32 anos, durante uma discussão. O fato ocorreu após o casal chegar em casa, localizada no povoado Lameiro, zona rural do município Luís Correia, situado na região Norte do Piauí. Três dias depois, Raimundo se entregou à Polícia Civil de Parnaíba.

Por Kairo Amaral e Catarina Costa/G1 PI | Edição: Jornal da Parnaíba
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