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domingo, setembro 17, 2023

Ferrovia do Piauí: Ponte Metálica sobre o Rio Portinho

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Ferrovia do Piauí: Ponte Metálica sobre o Rio Portinho - 📷Fotos: Walter Fontenele

🏠Parnaíba (PI) - O Piauí foi um dos últimos Estados a implantar ferrovia no Brasil. No início do século XX, nenhum quilometro sequer de trilhos haviam sido assentados, o que só aconteceu no ano de 1916 com a inauguração do trecho ferroviário de 24 km, ligando o Portinho ao Cacimbão. (VIEIRA, 2010, p. 41).

A implantação da ferrovia no Piauí teve um papel significativo no contexto social e econômico para muitas cidades e povoados do Estado do Piauí, entre os anos de 1920 e 1980, com destaque para a cidade de Parnaíba.

Ferrovia do Piauí: Ponte Metálica sobre o Rio Portinho - 📷Fotos: Walter Fontenele

A estrutura férrea do Piauí foi construída por mão de obra barata, principalmente de trabalhadores braçais do vizinho Estado do Ceará. Esses trabalhadores foram os responsáveis pela construção de estações, implantação de dormentes e trilhos, manutenção, pontes metálicas, como por exemplo, a Ponte metálica sobre o Rio Portinho, na divisa dos munícipios de Parnaíba e Luís Correia, que à época de sua construção se chamava Amarração, dentre outros.

No grupo de trabalhadores que ajudaram a construir a Ponte Metálica sobre o Rio Portinho estava o pai do ex-ferroviário, Francisco Sousa Marques. Marques relata que seu pai construía “serviços artes”, que era como os ferroviários chamavam a construção de bueiros, pilares e pontes. “Ele primeiro veio construir os pilares da ponte do Rio Portinho e depois foi que os engenheiros vieram localizar a parte metálica, já com as placas de concreto armado.” (MARQUES, 2006).

A ponte metálica sobre o Rio Portinho foi inaugurada no ano de 1922, sendo parte integrante da Estrada de Ferro Central do Piauí (EFCP). Em 1974, o trecho entre Parnaíba e Amarração (Luís Correia) foi desativado. Essa estrutura física, além de fazer parte da história da ferrovia do Piauí, faz parte ainda hoje do imaginário das pessoas que usavam o trem para se deslocarem para a praia da Amarração. O saudoso médico e escritor, Carlos Araken, escreveu em uma de suas crônicas,

A “Maria Fumaça” brilhando e fumegante, soltando fagulhas pela chaminé, os vagões que formavam o comboio; primeiro o carro de carga e logo os de 1ª e 2ª classe. Às 17h o trem apitava anunciando a partida. Os últimos retardatários, carregados de pacotes de pães e biscoitos, escapando pelos dedos, eram empurrados para o vagão. Todos se acomodavam; muitos sentados, muitos de pé, proseavam sobre os acontecimentos do dia. Com um apito longo o trem deixava para trás a zona urbana, e eu com os olhos compridos, tentava vislumbrar na casa amarela encimada com uma estrela branca (meus avós paternos) algum vulto amigo. Passávamos o São João, agora todos já descontraídos, chegávamos ao Catanduvas. Mais duas paradas Floriópolis e Berlamina, e já divisávamos a velha e fascinante ponte de ferro sobre o rio Portinho. O ranger oco das rodas de ferro sobre os trilhos, a fumaça do trem, a altura da ponte, que se nos afigurava enorme, com o rio caudaloso lá embaixo, as fagulhas entrando pelas janelas, o medo do enxame dos maribondos que podiam atacar, tudo conspirava para aumentar o medo, e dar asas à nossa imaginação infantil. Respiração presa, até o trem chegar novamente em terra firme. Outro apito prolongado e triunfante, passávamos o Cemitério Branco, os primeiros casebres, e logo a estação cheia de gente, principalmente de meninos já com a cor local, para saudar efusivamente os recém-chegados. Todos muitos limpos, e de tamancos, muitos à vontade naquela verdadeira terra prometida. A chegada era uma festa. Todos falavam ao mesmo tempo, davam ordens e faziam perguntas. Trouxe as bolachas? E a carne? Peixe que é bom, hoje não apareceu. Fomos à Atalaia pela manhã, o João se queimou com uma caravela. O banho do trapiche hoje a tarde foi sensacional! (ARAKEN, [19--], p. 22-23)

Depois da desativação da ferrovia, muitas estruturas que marcaram a vida de uma geração foram esquecidas, abandonas e começaram a sofrer o desgaste do tempo. Algumas estruturas, como por exemplo, as estações de Parnaíba e de Cocal foram agregadas aos munícipios e se transformaram em museus, salvando assim do esquecimento muitos objetos, fotos e lembrança de um período importante do cotidiano dessas cidades. Infelizmente, a ponte metálica sobre o Rio Portinho não teve a mesma sorte, e hoje não é nem sombra do que foi um dia.

Muitas estruturas físicas da ferrovia do Piauí foram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O que falta para o IPHAN fazer o mesmo com a ponte metálica e também com a estação da cidade de Luís Correia?

Estação Floriópolis, em Parnaíba (Foto: José Wilson / Jornal da Parnaíba)

Texto / Fotos: Walter Fontenele | Portalphb | Com informações de VIEIRA. Lêda Rodrigues. Caminhos de ferro: a ferrovia e a cidade de Parnaíba, 1916-1960. Teresina: 2010. (Dissertação) Mestrado em História do Brasil. UFPI, 2010.

terça-feira, agosto 02, 2022

Parnaibano, você conhece a Estação Floriópolis inaugurada em 1922?

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Foto: Walter Fontenele

Inaugurada no dia 1º de maio de 1922, no auge da Estrada de Ferro Central do Piauí (EFCP) que ligava o litoral do Piauí ao restante do estado, a estação continuou operando até 1979, quando foi desativada.

Restaurada em novembro de 2010 através de um programa e recurso federal. A Estação Floriópolis é tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Apesar de restaurada a antiga estação ferroviária precisa de intervenções do poder público tais como um bom acesso, placas indicativas para se chegar até lá e bastante divulgação pelos órgão de turismo do estado e município. Devido a pouca ou nenhuma divulgação de sua existência aos turistas ou até mesmo aos parnaibanos, em sua maioria desconhecem a existência do local.

O nome Floriópolis é uma homenagem do Engenheiro Dr. Miguel Furtado Bacellar, que construiu a estação, a sua esposa Florrie Clark Bacellar. 

A estação é uma legítima representante dos anos áureos do transporte ferroviário no estado do Piauí. Digna de cartão postal, a velha estação ferroviária fica por trás do conjunto residencial Jardim Vitória na BR 343, entre Parnaíba e Luiz Correia (PI)

Por José Wilson | Jornal da Parnaíba

segunda-feira, novembro 09, 2020

Locomotiva que fará o percurso turístico no litoral já está em Parnaíba

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Locomotiva a vapor trazida do Rio de Janeiro que fará o percurso turístico entre Parnaíba e Luiz Correia já está pronta para partir.
Foto: Walter Fontenele
A locomotiva veio do Rio de Janeiro para Parnaíba, no litoral do Piauí. Trata-se de uma locomotiva a vapor totalmente restaurada que segundo o Dr. Valdeci Cavalcante, presidente da Fecomércio, irá fazer o percurso turístico entre Parnaíba e Luiz Correia.

O primeiro trecho a entrar em funcionamento vai ser entre a estação de Parnaíba e a estação de Floriópolis.
Foto: Walter Fontenele
A locomotiva encontra-se ao lado da Praça Mandu Ladino (Quadrilhódromo) no bairro Nossa Senhora de Fátima.
 
O trem turístico é uma ideia do Dr. Valdeci Cavalcante que vem sendo preparada já algum tempo. Para Parnaíba já veio alguns vagões de passageiros, duas locomotiva a óleo e trilhos para recompor o trecho entre as duas cidades litorâneas. A prefeitura de Parnaíba tem dada todo suporte para que este sonho se concretize.

Jornal da Parnaíba

terça-feira, novembro 03, 2020

Locomotiva do trem turístico já está em Parnaíba

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A locomotiva que irá puxar o trem turístico entre Parnaíba e Luiz Correia já chegou na manhã desta terça-feira (03) e está na Praça Mandu Ladino (Quadrilhódromo), em Parnaíba, no litoral piauiense.

A primeira etapa do trem turístico irá funcionar no setor compreendido entre a Praça Mandu Ladino e a estação Floriópolis que foi restaurada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Quem está à frente do projeto de revitalização da ferrovia é o presidente da Federação do Comércio do Estado do Piauí, Valdeci Cavalcante que acredita no potencial turístico da região. Valdeci que também é empresário é um abnegado pela revitalização do trem.

A locomotiva modelo 240, de 95 toneladas, lançada em 1913 e fabricada pela Baldwin Locomotive Works, empresa norte-americana considerada a maior produtora de locomotivas a vapor do mundo, foi restaurada com o objetivo de fazer transporte turístico entre os municípios de Parnaíba e Luiz Correia.

“Além dessa locomotiva a vapor, mais três locomotivas a diesel poderão ser utilizadas tanto para o transporte ao município de Luiz Correia, quanto para outros municípios, como Bom Princípio, Cocal, Piracuruca, Brasileira, Piripiri, Campo Maior e Altos, podendo chegar até Teresina.”, explica Valdeci.

Jornal da Parnaíba | Fotos recebidas pelo Whatsapp

segunda-feira, outubro 26, 2020

Locomotiva que fará o percurso turístico no litoral já está a caminho de Parnaíba

8 comentários:

Locomotiva a vapor que fará o percurso turístico entre Parnaíba e Luiz Correia está sendo trazida do Rio de Janeiro.
Neste domingo (25) pela manhã, saiu do estado do Rio de Janeiro com destino a Parnaíba, no litoral do Piauí, uma locomotiva a vapor totalmente restaurada que segundo o Dr. Valdeci Cavalcante, presidente da Fecomércio, irá fazer o percurso turístico entre Parnaíba e Luiz Correia. 

O primeiro trecho a entrar em funcionamento vai ser entre a estação de Parnaíba e a estação de Floriópolis.

O trem turístico é uma ideia do Dr. Valdeci Cavalcante que vem sendo preparada já algum tempo. Para Parnaíba já veio alguns vagões de passageiros, duas locomotiva a óleo e trilhos para recompor o trecho entre as duas cidades litorâneas. A prefeitura de Parnaíba tem dada todo suporte para que este sonho se concretize.

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segunda-feira, agosto 24, 2020

Parnaibano, você conhece a Estação Floriópolis inaugurada em 1922?

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A Estação Floriópolis foi inaugurada em 1922, com a linha férrea entre Luiz Correia e Cocal.

Inaugurada no dia 1º de maio de 1922, no auge da Estrada de Ferro Central do Piauí (EFCP) que ligava o litoral do Piauí ao restante do estado, a estação continuou operando até 1979, quando foi desativada.
Restaurada em novembro de 2010 através de um programa e recurso federal. A Estação Floriópolis é tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Apesar de restaurada a antiga estação ferroviária precisa de intervenções do poder público tais como um bom acesso, placas indicativas para se chegar até lá e bastante divulgação pelos órgão de turismo do estado e município. Devido a pouca ou nenhuma divulgação de sua existência aos turistas ou até mesmo aos parnaibanos, em sua maioria desconhecem a existência do local.

O nome Floriópolis é uma homenagem do Engenheiro Dr. Miguel Bacellar, que construiu a estação, a sua esposa Florrie Clark Bacellar. 

A estação é uma legítima representante dos anos áureos do transporte ferroviário no estado do Piauí. Digna de cartão postal, a velha estação ferroviária fica por trás do conjunto residencial Jardim Vitória na BR 343, entre Parnaíba e Luiz Correia (PI)

Por José Wilson | Jornal da Parnaíba

quinta-feira, julho 23, 2020

Estação ferroviária da praia de Atalaia em Luiz Correia em total estado de abandono

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Abandonada pelo poder público, estação ferroviária da praia de Atalaia, em Luiz Correia no litoral piauiense dá sinais de desmoronamento. - A estação era o Km zero da Estada de Ferro Central do Piauí.
Atual estado da Estacão Ferroviária da praia de Atalaia, em Luiz Correia no litoral piauiense - Foto: Elder Fontenele - Registrado em jul/2020
A linha da Estrada de Ferro Central do Piauí foi aberta em 1922 ligando o porto de Luiz Correa à estação de Cocal. Até 1937, teve um lento prosseguimento até alcançar Piripiri nesse ano. Aí, somente em 1952 chegou a Campo Maior, com os trens de passageiros somente atingindo essa cidade em 1966, e finalmente chegando a Altos e a Teresina em 1969. Os trens de passageiros serviram à estrada até pelo menos 1979. A estrada jamais foi oficialmente erradicada, mas hoje os trilhos já foram arrancados na maioria do percurso, exceto no trecho entre Altos e Teresina, onde a ferrovia faz parte da ligação Ceará-Maranhão.
Estacão Ferroviária da praia de Atalaia - o registro é de 2013
Estacão ferroviária da praia de Atalaia
A estação de Atalaia foi inaugurada em 1955. Era a ponta de um curto ramal de 2,5 km que saía da estação do centro de Luiz Correa até próximo a beira mar e atualmente está abandonada. Na lateral, em alto relevo, aparecem as letras da EFCP, o nome Atalaia e a data de construção: 1955.
Na lateral, em alto relevo, aparecem as letras da EFCP, o nome Atalaia e a data de construção: 1955 - o registro é de 2013
A estação ferroviária da praia de Atalaia, em Luz Correia (PI) foi construída para dar suporte ao porto marítimo do Piauí que nunca foi concluído. A estação serviu por muitos anos para os frequentadores da praia de Atalaia até sua desativação total no ano de 1979. O poder público já deveria ter pensado em fazer uma restauração do prédio e transformá-lo e um ponto turístico para visitação.
Estacão Ferroviária da praia de Atalaia - o registro é de 2013
A viagem para a praia de Atalaia
O trem saia da estação ferroviária de Parnaíba com centenas de passageiros aos domingos fazendo várias paradas até seu destino final, a praia de atalaia próximo a beira mar. Saindo da estação ferroviária de Parnaíba o trem fazia sua primeira parada no Catanduvas em frente ao antigo campo de aviação (final da rua onde mora o ex-prefeito Zé Hamilton) o trem seguia para sua próxima parada, a estação de Floriópolis, mais a frente uma nova parada onde existia uma salina da família Pires (em frente a entrada do acesso a Lagoa do Portinho). No centro de Luiz Correia, próximo a prefeitura, fazia a penúltima parada e enfim chegava-se a última estação da praia de Atalaia a poucos metros do mar.
Estacão Ferroviária da praia de Atalaia - o registro é de 2013
Cada viagem era uma grande festa, tanto na ida como da volta. Com cerca de dez vagões e cinco gôndolas lotadas de passageiros para o banho dominical na praia de Atalaia. O trem fazia quatro viagens no domingo. A primeira por volta de 9hs, a segunda por volta de 11hs nestas duas levando os banhistas para a praia e por volta de 13hs o trem fazia sua primeira viagem de volta no final da tarde a viagem final por volta das 16 horas.

Por José Wilson | Jornal da Parnaíba

terça-feira, abril 03, 2018

Estudo de revitalização da Estação Floriópolis em Parnaíba é iniciado

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A revitalização deve ser realizada ainda em 2018 e, inaugurada com o nome de “Estação do amor”, e promete ser mais uma opção de lazer aos parnaibanos e turistas.
A estação de Floriópolis foi inaugurada em 1922, com a linha férrea entre Luís Correia e Cocal.

A prefeitura de Parnaíba informou que deu início ao estudo de viabilidade para revitalização do local onde está construída a histórica estação Floriópolis, no bairro que leva o mesmo nome.

Clique AQUI e leia matérias relacionadas.

Inaugurada em 1922, no auge da Estrada de Ferro Central do Piauí (EFCP) que ligava o litoral do Piauí ao restante do estado, a estação continuou operante até 1979, quando foi desativada.

Reformada em 2012 através de um programa federal, a antiga estação ferroviária ficou isolada, sem acesso e nem mesmo calçamento para se chegar até lá, no inverno a acesso é na lama. Não tem placas indicativas para se chegar até lá e quase sem nenhuma divulgação de sua existência aos turistas ou até mesmo aos parnaibanos, que, em sua maioria desconhecem a existência do local.
Jornal da Parnaíba com informações  da Tribuna de Parnaíba

quinta-feira, novembro 02, 2017

Estação Floriópolis e a antiga Fazenda Testa Branca serão transformadas em pontos turísticos

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Prefeitura de Parnaíba vai revitalizar Estação Floriópolis e a antiga Fazenda Testa Branca transformando-as em pontos turísticos.
Estação Floriópolis, em Parnaíba (Foto: Joilton Silva/Jornal da Parnaíba)
O prefeito de Parnaíba, Mão Santa, disse que já determinou à secretária de Infraestrutura, Gracinha Moraes Souza, que realize intervenções na “Estação Floriópolis” no bairro Floriópolis, que o governo federal restaurou em 2012, através do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas que, após a restauração, começaram as reclamações por conta da falta de uma via de acesso, adequada, até para valorizar o local.“

Já pedimos que a secretária Maria das Graças conclua a Avenida, aproximando-a da BB 343; ela vai arrumar uns vagões e vamos botar lá, com uma placa. Quem passar na BR com destino a Luís Correia verá a indicação: “Estação do Amor”. Também já existe contato com uma empresária, que pretende instalar no local uma loja de conveniência, além de outras medidas que estamos tomando para que ali seja transformado também num ponto turístico.
Outro local, atualmente desvalorizado, que Mão Santa pretende tornar novo atrativo turístico, é a antiga fazenda Testa Branca, onde começou a história de Parnaíba, junto com o Porto das Barcas. Com este objetivo foi que o prefeito determinou que a Regata de Canoas Igaraçu, que a Prefeitura reativou este ano, após anos sem ser realizada, fizesse sua largada naquele local. 

“Aquilo ali é um lugar lindo, com um histórico de grandeza. Já ajeitamos a piçarra e vamos fazer o asfalto. É um monumento à nossa história, onde Parnaíba começou. Vai ser outro lugar para se amar. Será nossa praia fluvial, como existe em alguns países que conheço”, destacou o prefeito.
Estação Floriópolis (resumo histórico)
A estação de Floriópolis foi inaugurada no dia 1º de maio de 1922, com a linha entre Luís Correia e Cocal. Fica entre Parnaíba e Luís Correia, antes da ponte metálica que separa os dois municípios. "Apesar de localizada próxima ao conjunto residencial Jardim Vitória, portanto fora dos limites do Centro Histórico de Parnaíba, a Estação Floriópolis merece ser destacada, pois é a representação dos anos áureos do transporte ferroviário no estado do Piauí. Ela integrou a Estrada de Ferro Central do Piauí e foi construído na primeira década do século XX para servir de ponto de embarque no trecho Parnaíba-Luís Correia.
Chafariz - antiga fazenda Testa Branca (resumo histórico)
O Testa Branca era uma grande fazenda de gado que, mais tarde, tornou-se num arraial com poucos habitantes e poucas possibilidades de desenvolvimento. Segundo alguns historiadores, o termo ‘testa branca’ foi designado pela existência de uma rês com a testa branca que vivia ali e que simbolizava as areias brancas presentes no povoado. Quando ocorre a instalação do governo autônomo do Piauí, separado do Maranhão, com a posse do primeiro governador, João Pereira Caldas, em 20 de setembro de 1759, a capitania ganhou maior dinamismo e pôde, na medida do possível, executar as determinações régias do Conselho Ultramarino e implementar outras de iniciativa próprias. Em 29 de julho de 1759, a Carta Régia autorizou o governo da capitania a criação de novas vilas, mas João Pereira só leva a efeito essa autorização em 1762, quando funda na capitania mais seis novas vilas, entre elas Parnaíba.

Edição: Jornal da Parnaíba

domingo, outubro 01, 2017

Pesquisa sobre turismo em Parnaíba traz alerta sobre paisagens visitadas

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Estação Floriópolis, restaurada pelo Iphan, não tem vias de acesso, fica dentro do mato e no inverso a estradinha vira lamaçal. Turista reclamam de que está mal cuidada e não tem ninguém para cuidar e apresentar e contar a história. Falta estrutura como um restaurante para o local. (Foto: Joilton/Jornal da Parnaíba).
Preocupante! Pesquisa (2014/2015) sobre Turismo em Parnaíba, publicada na Revista Hospitalidade em agosto/2017, revela um alerta para gestores e trade local. 50,50% dos entrevistados disseram que a imagem (daqui) vista antes da viagem não se refletia com a 'paisagem' visitada.


Por: Ribamar Aragão | Jornal da Parnaíba

terça-feira, agosto 01, 2017

Parnaíba Shopping recebe a Exposição "Recortes" mostra belezas de Parnaíba

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O fotógrafo Helder Fontenele está expondo fotos de pontos turísticos e históricos de Parnaíba até o dia 15 de agosto no Parnaíba Shopping.
Exposição "Recortes" de Helder Fontenele no Parnaíba Shopping
O Parnaíba Shopping recebeu neste  1° de agosto  a Exposição “Recortes”, do fotógrafo Helder Fontenele, que fica até o dia 15 deste mês no espaço de eventos . A mostra fotográfica faz parte das comemorações pelo aniversário de 173 anos da cidade de Parnaíba. Helder faz registros desde 2009 e decidiu expor suas impressões para todos os parnaibanos.

Vale a pena ver, são 40 fotos mostrando detalhes de pontos históricos de Parnaíba, como o Centro Cívico, a Igreja Matriz e do Rosário, Estação do Floriópolis, Praça da Graça e os casarões históricos espalhados pela cidade. “A intenção é mostrar o quanto Parnaíba é bonita, tanto para os parnaibanos quanto para os turistas”, afirmou Fontenele.

Por: José Wilson | Jornal da Parnaíba

segunda-feira, julho 31, 2017

Exposição "Recortes" mostra belezas de Parnaíba

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O Parnaíba Shopping vai receber entre os dias 01 e 15 de agosto, a Exposição “Recortes”, do fotógrafo Helder Fontenele, no espaço de eventos. A mostra fotográfica faz parte das comemorações pelo aniversário de 173 anos da cidade. Helder faz registros desde 2009 e decidiu expor suas impressões para todos os parnaibanos.

São 40 fotos mostrando detalhes de pontos históricos de Parnaíba, como o Centro Cívico, a Igreja Matriz e do Rosário, Estação do Floriópolis, Praça da Graça e os casarões históricos espalhados pela cidade. “A intenção é mostrar o quanto Parnaíba é bonita, tanto para os parnaibanos quanto para os turistas”, afirmou Fontenele. 
Edição: José Wilson | Jornal da Parnaíba | Fotos: Helder Fontenele

sábado, abril 15, 2017

Parte do litoral piauiense fica 15 horas sem energia no feriadão da Semana Santa

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Praia do Itaqui em Luis Correia (Foto: Edílson Moraes Brito)
Na tarde desta Sexta-feira Santa, 14 de abril, no auge do feriadão, por volta das 15h faltou energia em várias praias do litoral piauiense, dentre elas a praia do Coqueiro, Itaqui, Mangue Seco (Arrombado), Maramar e Macapá além de várias comunidades na região praiana. A energia somente foi restabelecida na manhã deste sábado por volta das 5h. Foram cerca de 15h sem energia, o que ocasionou muitos prejuízos aos comerciantes e muito desconforto aos moradores e turistas.

Como podemos fazer turismos dessa forma? Já não basta a falta de estradas que deixam abandonadas como a da Pedra do Sal e a do Porto dos Tatus? Já não bastam as ruínas da ponte Simplício Dias que dá acesso a região do Delta do Parnaíba? Já não basta o abandono da Praia da Pedra do Sal que deixaram virar favela? Já não basta o abandono do Complexo Arquitetônico do Porto das Barcas? Já não bastam o abandono dos pontos turísticos como a estação ferroviária de Floriópolis, Lagoa do Portinho, Museu Náutico e outros? São tantos os descasos que se colocássemos todos aqui a leitura se tornaria longa e enfadonha.

Salvem nosso turismo! Salvem nosso Piauí!

Por José Wilson | Jornal da Parnaíba

sábado, agosto 27, 2016

Leitura Objetiva - 27.08.2016

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Estação Floriópolis, em Parnaíba (Foto: Joilton Silva/Jornal da Parnaíba)

Estação Floriópolis
Mais um ponto turístico de Parnaíba abandonado sendo deteriorado pela ação do tempo. Apesar de reformada pelo Iphan em 2010 a Estação de Floriópos, inaugurada em 01.05.1922, volta a sofrer o abandono do município. Nem mesmo uma placa indicando o local da entrada para guiar os turistas e sem acesso ao menos poliédrico o local é desconhecido até de muitos parnaibanos. Assim vão matando um pouco nossa história. Como diria o amigo Pádua Marques: A estação de Floriópolis está caminhando para o armário empoeirado do “Parnaíba do já teve”.

Candidatos mostram a família
Três dos quatro candidatos a prefeito de Parnaíba estrearam no palanque eletrônico do horário eleitoral gratuito que iniciou nesta sexta-feira (26). Todos apresentaram sua família. Injustificadamente, não foi ao ar a propaganda da coligação "A Cidade é o Povo" que tem como candidato o ex-senador Mão Santa.

Aeroporto de Parnaíba
Sem nenhum representante na esfera federal (senador e deputado) para lutar por verbas para Parnaíba o município vai perdendo as poucas oportunidades que surgem. Desta vez foi o aeroporto internacional de Parnaíba Pref. Dr. João Silva que não foi contemplado com recursos do programa de investimentos do governo federal em aviação regional. Enquanto isso, Bom Jesus e Picos serão contemplados com verbas federais.

Aeroporto de Parnaíba I
Os turistas procedentes do sul do país estranham a falta de climatização ao descer no Aeroporto de Parnaíba, através do voo semanal da Azul vindo de Recife.

Aeroporto de Parnaíba II
Mais uma gestão da prefeitura de Parnaíba está chegando ao fim sem que a Praça Vicente Correia que fica em frente ao aeroporto e que serve também de estacionamento seja devidamente ajardinada. As poucas plantas ali existentes sobrevivem pela obra e graça divina.

Centro de Atenção a Juventude
O deputado federal Silas Freire disse que irá viabilizar a construção de um Centro de Atenção à Juventude em Parnaíba. Nesse espaço terá pista de skate, cooper, cineteatro, ginásio esportivo, paredões de grafitaria e praças com wi-fi. “Nossos jovens precisam e merecem estes espaços para prática do esporte, arte, cultura e lazer.”, declarou o parlamentar em entrevista a TV.

Dia do corretor de imóveis
27 de agosto é o Dia do Corretor- A realização de muitos sonhos está em suas mãos.

Por José Wilson | Jornal da Parnaíba

sábado, fevereiro 28, 2015

Estação de Floriópolis, importante equipamento turístico de Parnaíba, já apresenta sinais de deteorização

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A estação Ferroviária de Floriópolis é um curioso exemplo de arquitetura eclética para uma pequena parada, talvez o único exemplo desse tipo no Brasil.

Estação Ferroviária de Floriópolis
A reforma realizada em 2011 pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) na antiga e histórica Estação Ferroviária de Floriópilis, no Bairro Floriópolis, por trás do Conjunto Residencial Jardim Vitória, em Parnaíba ficou realmente digna dos parnaibanos, mas o problema é a via de acesso.

Mato começa a nascer dentro das instalações da estação
Tombada e reformada com recursos do Iphan a Estação de Floriópolis é pouco conhecida até mesmo dos parnaibanos. Isto ocorre por vários motivos: Como fica por trás do conjunto habitacional Jardim Vitória o calçamento não chega até ela e durante o inverno o pequeno
trecho sem pavimentação poliédrica, cerca de 100 metros, fica enlameado, dificultado o acesso. A única entrada é através do conjunto Jardim Vitória que fica as margens da BR 343 entre Parnaíba e Luís Correia, só que não existe nenhuma placa indicativa deste ponto turístico e histórico de Parnaíba. Ora, se nem os parnaibanos sabem onde fica e não existe nenhuma sinalização como o turista vai visitar?

Clique AQUI e saiba mais sobre a Estação Ferroviária de Floriópolis.
Árvore já começa a invadir a parte coberta da estação

Para completar, a estação de Floriópolis está abandonado e já apresenta sinais de rachadura
no piso de cimento da rampa e vegetação nascendo até dentro de suas instalações. Um cajueiro que fica próximo precisa de poda dos galhos que avançam em direção a estação. Uma placa que existia contando a história da estação já não existe mais restando apenas as madeiras que davam sustentação a placa. O seu entorno precisa de urbanização.

Piso externo já apresenta rachadura
Para que aquele equipamento turístico não volte a se deteriorar urge que as secretarias de turismos do estado e município encontrem soluções para levar visitantes para conhecer. A secretaria de educação também deve realizar aulas de campo, exigir trabalhos escolares para
contar a história de nossa ferrovia que incluam a estação de Floriópolis. As empresas de Turismo também precisam fazer sua parte organizando passeios que incluam uma visitação a estação.

Entrada do conjunto Jardim Vitória que é a mesmo da estação
ferroviária não tem placa indicativa
Aquele ponto turístico poderia ser adotado por alguma empresa para explorar o local instalando próximo uma atividade que pudesse ser utilizada com culinária, sorveteria, pizzaria, espaço cultural, espaço para pequenos shows, loja de artigos artesanais produzidos na cidade, passeio ecológico e outras atividades de caráter congênere que unisse turismo, culinária e artesanato.

Muitos seriam os benefícios que a atividade comercial traria ao local, que além de incentivar o turismo serviria de apoio aos visitantes, representando uma proteção ao patrimônio histórico da Estação de Floriópolis, o que, naturalmente, inibiria a ação de depredadores, sem se falar na oportunidade da geração de emprego e renda.


quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Trade turístico local começa a explorar o potencial histórico e cultural de Parnaíba

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Grupo de turistas em visita a Estação de Floriópolis que
foi recentemente restaurado pelo IPHAN
Turismo - A ausência de roteiros que contemplem e evidenciem a história e a cultura de Parnaíba, levou duas jovens empresarias a criarem o roteiro turístico “Descobrindo Parnaíba”, um City Tour Histórico pelos principais pontos turísticos da cidade. Adriana Rocha é guia de turismo e turismóloga, e Patrícia Bem é administradora de empresas. As duas resolveram reunir suas experiências e montaram uma agência de turismo que vem inovando no seguimento com a oferta de roteiros locais. "A ideia do City tour surgiu pelo amor a história da cidade, e em divulgar para os Parnaibanos e para as pessoas de fora que também temos história". Revela Adriana.

Grupo de turistas em city tour pelos pontos históricos e
cultural de Parnaíba
"Um City tour não é só mostrar uma cidade, e sim também mostrar a essência dela” afirma.

No passeio pelos casarões e monumentos históricos, é revelada uma rica história com mais de 300 anos que surpreende a todos que participam. Para Adriana “

O Roteiro é feito a bordo de um micro-ônibus executivo acompanhado por guia de turismo e com direito a almoço em um Hotel de Charme para encerrar o passeio em grande estilo. O serviço é similar a roteiros existentes em diversas cidades turísticas pelo mundo, e custa em média R$ 50,00 por pessoa.

Da redação do Jornal da Parnaíba | Fonte: Agência Delta Notícias | Fotos: Janaína Leocádio

sexta-feira, agosto 09, 2013

Rei da Boiada completa 50 anos de existência

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O calendário de eventos turísticos e esportivos 2013 de Parnaíba registra para sábado (10), às 16h30, no campo do Botafogo, bairro Catanduvas, a festa dos 50 anos do Grupo Rei da Boiada, um dos mais tradicionais Bumba-meu-boi do Brasil.

SAIBA MAIS

O Rei da Boiada foi fundado no dia 10 de agosto de 1963. Nasceu da união das 3 mais tradicionais famílias do bairro Catanduvas. Possui uma história marcada por muitos títulos. Suas toadas sempre retratam as riquezas de Parnaíba, sua história e seus pontos turísticos, sempre enaltecendo o povoado Testa Branca e o Porto Salgado; para comemorar meio século de vida, resolveu fazer a toada oficial com uma letra voltada para a sua própria história.

A união do trabalho, a harmonia entre os seus integrantes, a disciplina, o respeito pela paz, fazem do grupo Rei da Boiada uma família. Suas cores oficiais são: vermelho, branco e amarelo. A sua história registra: 15 títulos locais, 1 título regional, 1 título estadual e 1 título nacional. Foi o primeiro grupo de bumba-meu-boi a colocar mulheres no seu batalhão. Seu atual presidente é João Batista Filho, autor das toadas e responsável pelos repentes. Em 2007, quando da morte do boi (Rei da Boiada), no bairro Catanduvas, esteve presente um dos maiores pianistas do mundo, Arthur Moreira Lima, levado pelo então Secretário da Cultura, Arlindo Leão.

sábado, março 23, 2013

Parnaíba é uma das boas opções de viagem para a Semana Santa

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Vista aérea de Parnaíba, a capital do Delta
Para aproveitar o feriadão da Semana Santa, que tal conhecer a beleza paradisíaca do Delta do Parnaíba, que fica na divisa do Piauí com o Maranhão, e ainda fazer uma parada na histórica cidade de Parnaíba, no Piauí? As diversas empresas de turismo têm roteiros bem diversificados, os turistas têm garantidos dias de muito relaxamento, diversão e entretenimento atrelados ao aprendizado de novas culturas.

Conhecida como a “Capital do Delta”, Parnaíba já fez do Piauí a quarta economia do País, durante os séculos XVIII / XIX. Um diferencial, além das belezas naturais, é a culinária regional e o artesanato, com ênfase para as rendas de bilros e trançados da palha de carnaúba. Os turistas ainda poderão conhecer o Complexo Arquitetônico do Porto das Barcas em Parnaíba. Os prédios fazem parte da época da colonização da região quando eram transportadas as charqueadas para Portugal. Uma visita imperdível, ideal para fotos, é a Estação Ferroviária de Floriópolis, um curioso exemplo de arquitetura eclética para uma pequena parada, talvez o único exemplo desse tipo no Brasil. A Estação de Floriópolis foi inaugurada juntamente com a linha da Estrada de Ferro Central do Piauí, aberta em 1922 ligando o porto de Luiz Correa à estação de Cocal.


Estação Ferroviária de Floriópolis
Para quem gosta de um bom banho de mar, o Piauí, com apenas 66 quilômetros de praia, mas bem aquinhoado de belezas naturais, tem seu maior fluxo de turistas na Praia de Atalaia onde poderá ser feita uma visita a um dos bares da orla e se deliciar da culinária regional. Aconselho a experimentar uma peixada de pescada amarela no “Ondas Bar”, acompanhado da cerveja mais gelada e mais barata do litoral. Não dá para falar de todas as praias, mas pelo menos a Praia do Coqueiro e Barra Grande merecem também uma visita.

Para quem gosta de uma boa noitada, em Parnaíba o que não faltam são opções, Beira-rio e Avenida São Sebastião, são os pontos mais frequentados.

Jornal da Parnaíba
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terça-feira, novembro 13, 2012

As férias de junho em Amarração

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Ponte metálica sobre o rio Portinho
Lembro bem, que era uma aventura gostosa a viagem de trem Parnaíba/Amarração. A "Maria Fumaça" brilhando e fumegante, soltando fagulhas pela chaminé, os vagões que formavam o comboio; primeiro o carro de carga e logo os de 1ª e 2ª classe. Às 17 horas o trem apitava anunciando a partida. Os últimos retardatários, carregados de pacotes de pães e biscoitos, escapando pelos dedos, eram empurrados para o vagão. Todos se acomodavam; muitos sentados, muitos de pé, proseavam sobre os acontecimentos do dia. Com um apito longo o trem deixava para trás a zona urbana, e eu com os olhos compridos, tentava vislumbrar na casa amarela encimada com uma estrela branca (meus avós paternos) algum vulto amigo.

Passávamos o São João, agora todos descontraídos, chegávamos ao Catanduvas. Mais duas paradas, Floriópolis e Berlamina, e já divisávamos a velha e fascinante ponte de ferro sobre o Rio Portinho. O ranger oco das rodas de ferro sobre os trilhos e a fumaça do trem, a altura da ponte, que se nos afigurava enorme, com o rio caudaloso lá embaixo, as fagulhas entrando pelas janelas, o medo do enxame dos maribondos que podiam atacar, tudo conspirava para aumentar o medo, e dar assas à nossa imaginação infantil. Respiração presa, até o trem chegar novamente em terra firme. Outro apito prolongado e triunfante, passávamos o Cemitério Branco, os primeiros casebres, e logo a estação cheia de gente, principalmente de meninos já com a cor local, para saudar efusivamente os recém-chegados. Todos falavam ao mesmo tempo, davam ordens e faziam perguntas. Trouxe as bolachas? E a carne? Peixe que é bom, hoje não apareceu. Fomos à Atalaia pela manhã, o João se queimou com uma caravela. O banho do trapiche hoje a tarde foi sensacional!

Entardecia de repente, e logo a noite se aproximava. Carregado de embrulhos, chegávamos até a casa, onde mamãe nos esperava com o jantar à mesa. Acendíamos os candeeiros para os dormitórios, e o petromax era bombeado e levado à sala de jantar. Não havia luz elétrica. As casas mais preparadas , às vezes tinham bicos de carbureto. Depois dos comes e bebes, saíamos para o campo em frente, onde os outros meninos já nos esperavam. Era a hora do reconhecimento. Quem já chegou? Na rua da frente já estão seu Paulino, o Sued e seu Amaury, dona Maroquinha ainda não veio, dizem que está esperando uma neta linda, que vem passar as férias. Na nossa rua. as Pires já estão instaladas. O Cel. José Ribeiro e dona Edméia já estão programando novos passeios. O pessoal do seu Juvenal apareceu também hoje. Ainda não encontramos o seu Dedé Oliveira. Amanhã cedo acho que vamos fazer um "pique-nique" na ponte.

O céu era uma purpurina só. Milhões de estrelas ao nosso alcance. O vento fresco que soprava trazendo até nós o barulho do mar, música para nossos ouvidos, que embalaria nossos sonhos logo mais, e nos acordaria com mais vigor ao raiar de um novo dia.

Crônica transcrita do Livro "Estórias de uma Cidade Muito Amada" de Carlos Araken e publicado no facebook de Helder Fontenele
Edição: Jornal da Parenaíba
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