domingo, novembro 30, 2025

Críticas à regulação: filas para consultas e cirurgias são motivos de reclamação e questionamentos

A quantidade de reclamações que chegam a vereadores, prefeito e deputados é grande, destaca Gracinha Mão Santa

Um problema grave, levantado pelos deputados durante a audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, na  foi a dificuldade de a população entender o funcionamento da regulação, que é a forma que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) organiza a fila dos atendimentos e cirurgias.

Por proposição do  vice-presidente da Alepi, deputado Francisco Limma (PT), a Assembleia Legislativa do Piauí  ouviu o secretário de Estado da Saúde, Antônio Luiz, na Comissão de Saúde, Educação e Cultura, na quinta-feira (27). Além do vice-presidente, participaram da audiência o líder do Governo, Dr. Vinícius (PT), Dr. Gil Carlos (PT), Gustavo Neiva (PP), Gracinha Mão Santa (PP), o líder do MDB, João Mádison (MDB) e Henrique Pires (MDB) estiveram no debate.

A deputada Gracinha Mão Santa afirmou que os gestores até conseguem entender, mas que a quantidade de reclamações que chegam a vereadores, prefeito e deputados é muito grande. Gustavo Neiva solicitou uma melhoria nesse diálogo. Dr. Vinícius recomendou que a regulação tivesse um grupo de trabalho específico e profissionais nas unidades de saúde.

O secretário afirmou que tem trabalhado para que os profissionais que atendem os piauienses nos hospitais e unidades básicas melhorem a disponibilização das informações para melhorar a regulação, mas disse que o diálogo com gestores é prejudicado porque é preciso respeitar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Ela proíbe que informações pessoais sejam repassadas a terceiros.

“Os médicos é que dão, no prontuário, a situação do paciente. Se é uma situação que a pessoa pode esperar 10 dias e chega outra pessoa que não pode esperar 10 dias, ela vai entrar na frente da primeira pessoa. Às vezes, a gente não entende como é que a pessoa está em décimo lugar na fila e passa para outro lugar no outro dia, mas é porque alguém teve um acidente em algum lugar e entrou na frente, ou alguém teve uma situação que piorou. Aí os médicos e os profissionais dos hospitais têm que, diariamente, atualizar a ficha do paciente”, explicou o gestor.

Nenhum comentário: