quarta-feira, março 10, 2021

Cadela paraplégica após sofrer maus-tratos aguarda adoção em Teresina

 A cadelinha Paty aguarda seis anos na fila de adoção da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa).

Cadela Paty é paraplégica e está na fila de adoção na Apipa (Foto: Reprodução/TV Clube)
A cadelinha Paty está há seis anos na fila de adoção da Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa). Ela não anda devido a uma lesão na coluna causada por maus-tratos. Mesmo com 8 anos de idade e portadora de necessidades especiais, a cachorrinha também é digna de um lar e amor como qualquer outro animal.

"A família antiga da Paty deu ela para o caminhão de lixo levar quando ela estava grávida. Eles, ao invés de pegar a cachorrinha e colocar em algum lugar, jogaram ela do caminhão. Quando ela caiu, já lesionou a coluna", contou Isabel Moura, tesoureira da associação.

Os filhotes que Paty esperava foram retirados por meio de uma cesárea, porque morreram antes de nascerem. Segundo Isabel, como a cachorrinha não caminha e permanece sempre deitada, é feito um revezamento de lados. Na hora de comer, ela fica de um lado. Quando vai dormir, já é outra posição.

Na Apipa, Paty recebe atendimento fisioterapêutico. De acordo com Isabel, já se nota um avanço em seu estado de saúde. Agora ela já consegue mover umas das patas.

Finais felizes
Gabriele abraçada com Babi após adotá-la "Foto: Divulgação /Apipa"
Apesar das histórias de maus-tratos, adoções de animais portadores de necessidades especiais têm crescido na Apipa. Histórias com finais felizes como da cadela Babi, que ganhou um lar após cinco anos morando na associação.

A cachorra cega foi encontrada com poucos meses de vida dentro de uma caixa em um lixão na Vila Irmã Dulce, Zona Sul de Teresina. Ela foi resgatada e em janeiro encontrou uma família.

Outra história com final feliz é a do Moisés que foi adotado pela professora Andreia Fortes. Mesmo com uma pata quebrada e idade avançada de sete anos, Moisés ganhou um lar em dezembro de 2020.

"O Moisés é muito fofo, carinhoso, protetor, amigo, ele me faz tanta companhia. Meu filho adora passar tempo com ele também. Ele é especial de verdade", falou a professora.

Andreia, recentemente, adotou outro amigo. Comovida pela história, a professora adotou Sheldom que tem problemas neurológicos devido a sequelas da cinomose.

"Porque no início é igual as crianças, tem que tomar vacina. E no caso, ele não tomou a vacina para cinomose. Então a pessoa fez a devolução como se fosse uma mercadoria, aí eu me emocionei com a história dele e trouxe ele para cá", disse Andreia.

G1 PI | Edição: Jornal da Parnaíba

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