quinta-feira, junho 20, 2019

Cajueiro Rei sofre com abandono do poder público

Um dos patrimônios do Piauí, o Cajueiro Rei, corre o risco de perder o seu "reinado".
O Cajueiro Rei possui 8.832 metros quadrados de extensão (Foto: Folha de S. Paulo)
Tido como o maior cajueiro do mundo, o Cajueiro Rei, até então noticiado pela mídia como um dos patrimônios do Piauí, encontra-se abandonado, atualmente.

O local está sujo e sem nenhuma estrutura para receber os poucos turistas que ainda visitam o local. A Secretaria Estadual de Turismo (SETUR) pelo que se visualiza ainda não contemplou o citado cajueiro como um bom investimento para o turismo regional. Por outro lado, a Prefeitura de Cajueiro da Praia também ainda não possui um projeto em andamento para o Cajueiro Rei. Sobre a SETUR, falta interesse ou recursos para o cajueiro? Fica o espaço aberto para a pasta e para a Prefeitura de Cajueiro da Praia se pronunciarem. 
O Cajueiro Rei corre risco de perder o seu reinado (Foto: Divulgação)
A triste realidade a qual se encontra o cajueiro gigante, localizado no município de Cajueiro da Praia, há 380 km de Teresina, é na verdade apenas um exemplo de tantas outras atrações turísticas brasileiras, que foram desprezadas pelo poder público.

Agrande questão é que o 'Cajueiro Rei', é na verdade um patrimônio, não apenas do Piauí, mas do Brasil, e por que não, do mundo. Assim, seria interessante o envolvimento de todas as esferas de governo na sua promoção nacional e mundial. 

Pesquisa comprova que o Piauí tem o maior cajueiro do mundo
Uma pesquisa científica elaborada pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), publicada em um periódico científico internacional, concluiu que o cajueiro do Piauí possui realmente uma área superior ao concorrente de Pirangi-RN (até então considerado o maior cajueiro do mundo, segundo o Guiness Book). De acordo com o estudo, o Cajueiro Rei possui 8.832 metros quadrados de extensão. Uma reportagem do 'Programão' da TV Clube comparou o cajueiro com o campo do Estádio Albertão, em Teresina-PI. Na comparação o 'gigante' supera o campo de futebol do Albertão. Nesse momento, o Cajueiro Rei ainda aguarda ser incluído no Guiness Book, o livro dos recordes. O protocolo no Guiness dependia da conclusão da pesquisa científica, pelo menos é o que se comentava antes do Governo do Estado encomendar da UESPI a realização do mesmo. Enquanto isso, o potiguar continua com o recorde, que foi concedido à Pirangi no ano de 1995.

Um gigante de valor histórico é a maior árvore frutífera do mundo 
O que também impressiona é o fato de que o Cajueiro Rei deve possuir cerca de 200 anos de existência. O estudo não observou a idade da árvore, no entanto, moradores mais antigos da comunidade confirmam que o cajueiro realmente é bicentenário. Inclusive, relata-se que já foram achados embaixo dos galhos do cajueiro inúmeros vestígios arqueológicos.

O Cajueiro Rei é sem sombras de dúvidas de um grande potencial para o Piauí, turístico e economicamente. Sendo assim, por que não se investir em um patrimônio como tal. Afinal de contas, todos podem sair beneficiados com a consolidação desse atrativo, desde a comunidade até o poder público.

Contudo, o que não se pode é desconsiderar que o Piauí, além da Serra da Capivara e do Delta do Parnaíba, também possui o maior cajueiro vivo do mundo em seu solo. Um patrimônio que precisa de uma maior atenção da sociedade civil e dos governos, especialmente, para que a identidade local seja preservada, o turismo se desenvolva gerando emprego e renda para os moradores e para que o Brasil e o mundo incluía essa região do Piauí como um dos seus destinos.

Por: Gilmar Araujo/R10 | Edição: Jornal da Parnaíba

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