O delegado e atual presidente da Penitenciária de
Parnaíba elenca as várias deficiências do sistema de segurança pública em
Parnaíba.
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| Eduardo Ferreira - diretor da Penitenciaria Mista |
O atual diretor da Penitenciária Mista de Parnaíba,
delegado Eduardo Ferreira, fez uso da palavra durante audiência pública que
discutiu na Câmara problemas de segurança pública em Parnaíba para traçar um
perfil bastante pessimista com relação às soluções a serem encontradas, a curto
prazo, para se conter o avanço da violência no Estado.
Eduardo Ferreira elencou várias deficiências no
sistema de segurança pública no município, lamentando que a cidade não
disponha, por exemplo, de um perito. “A liberação de corpos no IML é um negócio
traumático. Há uma Central de Flagrantes funcionando muito precariamente;
Existiam 13 delegacias nos municípios do entorno de Parnaíba, não tem mais.
Houve um desmonte. Hoje o preso de Luiz Correia tem que vir para Parnaíba; Não houve
renovação no contingente. São os mesmos 50 homens de 6 anos atrás, 70% com mais
de 20 anos de serviço. Quando cheguei em Parnaíba tinha PPO (Posto de
Policiamento Ostensivo). Foram fechados e ninguém levantou a voz. Quem falou
foi punido na secretaria”, disse o delegado.
Para Eduardo Ferreira, o problema da violência no
Piauí não se resolve com a vinda da Guarda Nacional. “Não adianta Guarda
Nacional. O que falta na polícia civil é planejamento estratégico”, citou,
lembrando que a polícia está encolhendo enquanto a violência cresce.
Com relação à Penitenciária Mista de Parnaíba
Eduardo Ferreira disse que ali é um verdadeiro barril de pólvora. “Foi uma
penitenciária concebida a partir de um mercado velho abandonado, construída na
área urbana da cidade, com uma população carcerária de 400 detentos, sendo 300
provisórios e 100 sentenciados. Dos sentenciados, 30% tem direito de progressão
de regime. Se condenados eram para ir para a Major César, em regime
semiaberto”, declarou.
Ele defendeu como uma das saídas para a redução da
criminalidade a implantação do sistema de monitoramento, desde que houvesse uma
ação integrada com a iniciativa privada. “Hoje não temos uma câmera, na segunda
maior cidade do Estado”.


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