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| Fernando Gomes, Coordenador do PAC no estado do Piauí, sociólogo, cidadão, eleitor e contribuinte parnaibano |
O governador Zé Filho a exatos trinta dias de
mandato tem imprimido uma marca que a sociedade piauiense há muito gostaria de
ver ao longo de uma gestão que zelasse de fato pela coisa pública. Segurança e
saúde foram anunciadas como prioridades do seu governo. Uma boa escolha!
Uma simples decisão como a de instituir o brasão do
Piauí, oficialmente, como marca do Governo do Estado tem por objetivo resgatar
os valores e qualidades que representam a formação e desenvolvimento do povo
piauiense e também como forma de economia de gastos públicos. Isto mostra
desprendimento e vontade de acertar. Talvez ele seja lembrado por isso mais que
os produtos das agências de marketing dos ex-gestores.
Sem firulas e pirotecnias, características que
marcaram outros governos, especialmente quando se aproxima um pleito eleitoral,
o governador vai traçando seu estilo com foco numa gestão que agrada o povo
piauiense, desde as elites ao mais inculto cidadão, expressamente aqueles
incluídos na lista dos que desejam o bem comum ser protegido e cuidado com
zelo.
Criterioso e comedido vem contornando as filas de
candidatos e pretendentes a cargos no seu governo. Com habilidade está formando
uma equipe que já recebe os elogios a partir da própria formação. O critério
político se faz presente, mas não aceita a pura e simples imposição. O jeito Zé
Filho de governar vai ganhando simpatia!
Esta semana ele adotou duas medidas que vão entrar
para a história das decisões da administração pública estadual, falo da
convocação dos militares que emprestam seus serviços à segurança de autoridades
de outros poderes e da determinação moralizadora de plotar os veículos locados
a serviço do governo estadual, identificando-os e definindo que são contratados
para “uso exclusivo em serviço”.
Se fosse um “petista” diriam: “nunca na história
deste estado...”, mas o fato é que merece destaque pela coragem de se contrapor
ao interesse individual de alguns privilegiados em detrimento do interesse
público.
São mais de 1.000 militares que deveriam estar a
serviço da nossa briosa Polícia Militar e assim à nossa sociedade. Em tempos de
crescimento desproporcional da violência, somando-se a pouca efetividade da
ação policial em decorrência de diversos fatores que limitam e comprometem a
sua missão, entre eles o déficit pessoal é que se pode dizer que foi acertada a
atitude do governador.
Estas decisões trazem em si outras análises, tanto
pelo aspecto moralizador quanto pelo novo paradigma imprimido pela atual
gestão, posto que o governador Zé Filho era visto por larga escala da população
com muita desconfiança. A verdade é que poucos acreditavam na sua maturidade
político-administrativa. Um governador que, apesar da pouca idade, ocupou cargos
públicos importantes ao longo destes últimos 20 anos: foi vereador e prefeito
da Parnaíba, deputado estadual, vice-governador e Presidente da FIEPI
acumulando experiências que lhe permite, hoje, empreender o estilo austero e
comprometido com a gestão que lhe foi confiada em tão pouco tempo.
Os desafios lhe cercam. É muito para ser feito em
pouco tempo. A política tradicional adotada e ainda muito forte no estado não
avaliza as medidas moralizadoras. O passivo em todas as políticas públicas
apresenta um quadro desolador. A imprensa, com raríssimas exceções, está sob a
tutela de poucas famílias e de poucos amigos. A visão deturpada, quase
generalizada, de que o governo é a “casa da mãe Joana”, onde tudo pode e poucos
podem complementam um quadro sombrio!
É grandioso o desafio do governador, pois isso e
outras mazelas impostas por um sistema que, historicamente, penalizou o nosso
estado a ficar na condição de pobreza levando a maioria de seus filhos à falta
de serviços básicos e essenciais em detrimento da usurpação do poder para
poucos.
O Piauí não é pobre, está pobre! Nisso reside uma
grande diferença. O governo como principal indutor do desenvolvimento ganha uma
posição de destaque. Por isso é importante tomar decisões em favor do povo,
especialmente dos mais desprotegidos.
Assim, estimo que a sobriedade, a impessoalidade e
o desprendimento até aqui imprimidos sejam estendidos até 31 de dezembro, quiçá
por mais 4 anos!!!
Da redação do Jornal da Parnaíba
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