quarta-feira, novembro 21, 2012

PF cumpre deflagra Operação Gangrena com envolvimento de empresas de Parnaíba

Delegacia de Polícia Federal de Parnaíba
A Polícia Federal do Piauí-PF-PI deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (21) a Operação Gangrena, que investiga a venda superfaturada e irregular de medicamentos pela Secretaria de Saúde do Estado do Piauí-SESAPI. A Justiça bloqueou os bens de alguns servidores da SESAPI envolvidos no esquema e determinou o cumprimento mandado de prisão e condução coercitiva em Teresina, Parnaíba e Recife.

A PF divulgou um boletim sobre as diligências realizadas hoje em Parnaíba para desarticular uma quadrilha especializada em desviar dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS), administrados pela Secretaria Estadual de Saúde (SESAPI).

Os suspeitos de envolvimento nas operações fraudulentas são todos bem relacionados nos órgãos públicos alvos das ações criminosas e atuam, segundo a nota da Polícia, por meio de manipulação de processo licitatório do tipo pregão.

“A lucratividade está representada nos quase sete milhões desviados em proveito do grupo investigado, através de atos de corrupção”, diz a nota da PF. Os federais estão na cidade de Parnaíba para cumprir mandados de busca em diversos endereços e também para conduzir suspeitos para depoimentos na delegacia local da PF.


EMPRESÁRIO PARNAIBANO É CONDUZIDO A DELEGACIA DE POLÍCIA FEDERAL LOCAL

A PF apreendeu documentos na casa de um empresário parnaibano e o conduziu de forma coercitiva para prestar depoimento na delegacia, como parte das ações por conta da Operação Gangrena.


A empresa Gerafarma, investigada pela Polícia Federal (PF) na cidade de Parnaíba, recebeu pelo menos R$ 1.597.963,80 em recursos públicos supostamente oriundos de fraude em contrato através de licitações na Secretaria de Saúde do Estado do Piauí – Sesapi, segundo apurou a Operação Gangrena.

De acordo com o relatório divulgado pela PF, a distribuidora farmacêutica teria superfaturado valores relativos à venda de medicamentos, cobrando por um item um valor bem acima do mercado. Outras três empresas do mesmo ramo estão envolvidas no esquema, que movimentou um total estimado em R$ 7 milhões.

Na manhã desta quarta-feira (21) a residência do proprietário da Gerafarma, situada na Avenida São Sebastião, foi invadida por agentes em cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O empresário teve a conta bancária bloqueada e o passaporte retido para que assim fique impedido de deixar o país.


SOBRINHO DE DEPUTADO FEDERAL É LEVADO PARA A PF NA OPERAÇÃO GRANGRENA:

Mário Dias Ribeiro Neto, sobrinho do deputado federal Marcelo Castro (PMDB), filho do atual diretor do DNIT, Sebastião Ribeiro, é um dos elementos conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira, na operação Gangrena.

Conhecido como ‘Mário Brega’, ele seria um dos donos de uma das quatro empresas fornecedoras de medicamentos para a Secretaria de Saúde, (a Distrimed, acusadas de burlar a licitação de milhões de reais (fala-se em R$ 1 bilhão) feita através do pregão eletrônico 096/2009.

Agentes da Polícia Federal estiveram na casa de Mário Brega cumprindo mandado de busca e apreensão.

Não se tem conhecimento ainda, dos nomes dos demais suspeitos da operação Gangrena, onde figura, também, um advogado que se encontra nas dependências da Polícia Federal e em cujo escritório foi feita busca e apreensão de documentos.

VEJA A NOTA DA POLÍCIA FEDERAL SOBRE A OPERAÇÃO GANGRENA:

A Operação Gangrena visa desarticular quadrilha especializada em desvio de recursos públicos do SUS, descentralizados para Secretaria de Saúde do Estado do Piauí – SESAPI. A investigação revela a ação 04 (quatro) empresas fornecedoras de medicamentos para Secretaria de Saúde do Piauí – SESAPI, as quais ilicitamente burlaram a licitação empreendida através Pregão nº 096/2009, comprometendo a competitividade à medida que, a compra de medicamentos se deu por menor preço por lote ao invés de menor preço por item, excluindo assim os laboratórios fabricantes dos medicamentos. Estas empresas agiram no sentido de superestimar as necessidades dos hospitais; não entregaram os medicamentos adquiridos, o que se facilmente se depreende pelos indicativos de uso de notas ficais frias e falta de controles rígidos no almoxarifado central da SESAPI.

A lucratividade está representada nos quase sete milhões desviados em proveito do grupo investigado, através de atos de corrupção, envolvendo agentes públicos vinculados a Central de Controles de Licitações – CCEL (SEAD) e Secretaria de Saúde do Estado do Piauí – SESAPI na época do fato. Os membros da organização criminosa detêm grande poder de autonomia e representação dentro das específicas áreas de atuação.

A investigação conta com a participação de auditores da Controladoria-Geral da União – CGU. Estão sendo cumpridos 30 mandados de busca e apreensão, 18 conduções coercitiva para interrogatório, 23 Medidas cautelares diversas da prisão (suspensão da função pública (05), suspensão da atividade econômica (11), proibição de deixar o país (07)); bloqueio de contas bancárias e arresto de bens.

Os crimes em apuração são de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, além de outros que possam ser caracterizados no decorrer da investigação.

Edição Jornal da Parnaíba
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