| Dr.Paulo Lages Gonçalves |
O médico Paulo Lages Gonçalves aparece na lista dos
“fichas-sujas” do Tribunal de Contas do Estado do Piauí(TCE/PI), divulgada
nesta sexta-feira(29). O nome dele está no relatório da Primeira Câmara do TCE
com contas irregulares da Secretaria Estadual de Saúde no exercício de 2001. O
Ministério Público Federal já havia pedido a suspensão dos direitos políticos
do ex-secretário por cinco anos, em outro processo relativo à aplicação de
verbas federais.
Por aparecer no relatório do TCE nesta sexta-feira,
Paulo Lages fica de fato impedido de concorrer às eleições deste ano.
O filho dele, também médico e ex-vereador de Parnaíba,
Léo Lages (PMDB), vem sendo citado nas rodas políticas como o possível
companheiro de chapa de Mão Santa nas eleições deste ano. O ex-secretário de
Saúde, Paulo Lages, aparece numa lista com mais de sete mil nomes de pessoas
inelegíveis por terem contas irregulares, segundo o TCE.
No final do último mês de maio Paulo Lages
Gonçalves foi notícia em todo o Estado pelo fato do Ministério Público Federa
ter conseguido a condenação dele à devolução de recursos financeiros devido a
irregularidades na execução do convênio nºs 117/97 e 45/97, firmados entre a
Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí.
Segundo o MPF, o convênio tinha o objetivo de monitorar doenças entéricas no
Estado do Piauí, mas segundo a corte de contas os recursos foram desviados para
a compra de passagens aéreas e ficou comprovado que dos equipamentos que seriam
comprados com o mesmo dinheiro, apenas 38,03% foram de fato adquiridos.
O juiz federal substituto Adrian Soares Amorim de
Freitas, da Subseção Judiciária de Parnaíba, condenou o ex-gestor ao
ressarcimento à Funasa aos respectivos fatos geradores, acrescidos de correção
monetária e juros legais; à suspensão dos direitos políticos por 5 anos, após o
trânsito em julgado da sentença; ao pagamento de multa civil no valor de R$ 30
mil a ser revertido em favor do fundo de que cogita o art. 13 da LACP e ao
pagamento de custas processuais e honorários de advogado no valor de R$ 3 mil,
também a ser revertido em favor do fundo. Ainda cabe recurso contra a sentença.
Jornal da Parnaíba | Fonte: acesse24horas

Nenhum comentário:
Postar um comentário