segunda-feira, julho 27, 2009

Ilha dos Guarás no Delta do Parnaíba


Onde não se esperava novos roteiros turísticos, eis que surge uma nova rota, a da observação da revoada dos guarás, uma das mais belas aves brasileiras por causa de sua plumagem vermelha, no Delta do Parnaíba, formado entre os Estados do Piauí, Maranhão e Oceano Atlântico.



A nova rota começa pelo Porto dos Tatus, onde são iniciadas as viagens para o Delta do Parnaíba; passa pelo Canal dos Tatus, entra no rio Parnaíba, até o Morro do Meio até se chegar na Ilha dos Guarás. Marcos Fonteles, diretor da EcoAdventure Tour, diz que a nova rota é a da Revoada dos Guarás [ave simbolo do Delta], um programa de viagem ecolõgica de observação dos pássaros da região, o que tem atraído franceses, ingleses e italianos.

A viagem dura de uma hora a uma hora e meia de barco e uma verdadeira aventura. De repente você pode estar no meio das águas do rio porque o barco precisa ter empurrado para sair dos bancos de areia e continuar viagem. O ideal é o observador de pássaros chegar por volta das 17h, quando os gaurás voltam da busca de alimentação pelos mangues e áreas do Delta do Parnaíba e vão pousar nas áreas das ilhas, onde passam a noite e novamente saem em revoada logo pela manhã. Eles chegam em grandes grupos para pousar nas árvores, algumas vezes fazem desenhos no céu com seus corpos parecendo uma artilaria. Como a observação termina já quando a noite chega, a viagem de barco até o Porto dos Tatus é feita em clima de romantismo.

Marcos Fonteles, um dos guias da viagem de observação dos pássaro, que é cantor, interpreta canções de Seu Jorge e conversa sobre poetas românticos. Na escuridão o céu parece pais perto da Terra por causa das muitas estrelas e constelações visíveis por causa da escuridão. A lua é visível mesmo quando está em sua fase crescente. O guará é conhecida como íbis-escarlate, guará-vermelho, guará-rubro e guará-pitanga. O guará mede cerca de 50 a 60 centímetros, possui bico fino, longo e levemente curvado para baixo. A plumagem é de um colorido vermelho muito forte, por causa de sua alimentação à base de caranguejo-uçá, que possui um pigmento, betacoteno, achado também no tomate, que tinge as plumas.

No cativeiro, com a mudança da alimentação, as plumas perdem a cor e ficam com um tom cor-de-rosa apagado. A reprodução é feita em colônias. O ninhos são feitos no alto das árvores à beira dos mangues e lamaçais litorâneos. A fêmea põe 2 ou 3 ovos de cor cinza-oliváceo com manchas marrons. Quando os guarás estão chegando também passam em revoada para a pernoite nas ilhas do Delta do Parnaíba o martim-pescador, patos selvagens, garças brancas, maritacas, que são pequenos papagaios, pica-paus e gaivotas. Quando começa o entardecer o cenário na Ilha dos Guarás, o horizonte fica amarelo ou avermelhado, as árvores altas e frondosas ganham cores amareladas e o início da noite tinge de azul escuro as nuvens.

Efrém Ribeiro

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