O alerta é feito por especialista da UFPI. Para ele, o momento de se fazer manutenção de reservatórios é agora.Algodões:
A falta de manutenção pode ter sido uma questão fundamental para o rompimento da barragem. “A obra foi construída há dez anos. Será que neste tempo nunca caiu essa quantidade de chuva na região? O vertedouro estava interrompido há cinco anos”, pontua Coelho.
Os moradores já haviam denunciado há alguns anos que o vertedouro estava interrompido por um desmoronamento e a barragem não suportaria o volume d’água que chegava a barragem, causando excessiva pressão sobre a parede e sangradouro, o que pode ter causada a fissura e o posterior rompimento. Uma irresponsabilidade!
Além da evacuação dos moradores, deveria ter sido colocado sirenes de alertas em toda a extensão do Rio Pirangi, enquanto durasse a possibilidade de rompimento. A barragem teria que ser vigiada 24 horas e ao primeiro sinal de rompimento seria disparado um alerta geral que seria seguida por outras instaladas ao longo do rio. É assim que se procede onde tem vulcões, por exemplo.
Segundo ele, as famílias não deveriam ter voltado e a área isolada deveria ter sido duas vezes maior. “O certo seria pelo menos dois quilômetros e não apenas um a partir das margens do rio (Pirangi, que banha a região)”, destaca.
Comissão:
A tragédia do rompimento da Barragem Algodões I, que oficialmente matou sete pessoas e deixou centenas de desabrigados no município de Cocal, serve de alerta para que as autoridades tomem providências e evitem que o mesmo aconteça em outras barragens do estado. É o que acreditam especialistas do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Federal do Piauí.
Segundo o Manoel Coelho Soares Filho, Mestre em Hidráulica e Saneamento da UFPI, que esteve na barragem após a tragédia e visitou outros reservatórios em seguida, é preciso ter zelo com a manutenção deste tipo de obra. “Visitamos duas barragens em Campo Maior. Em uma delas, árvores com 50 centímetros de diâmetro estão próximas da parede, o que pode causar infiltração e danos maiores ao longo prazo”, descreve.
O professor alertou ainda que a hora para se realizar este tipo de avaliação é agora, com os reservatórios cheios. “Eu sugiro que o governo crie uma comissão ligada ao governo do estado para estudar as outras barragens para manutenção. Isso é urgente”, diz.
Com informações do cidadeverde.com
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