Casas destruídas, plantações devastadas e milhares de animais mortos. Esse foi o saldo do rompimento da Barragem Algodões, no Piauí. O desastre é considerado o pior da história do Estado.
Pequenos agricultores e criadores perderam praticamente tudo. Casas, móveis e as propriedades rurais foram destruídas pela enxurrada. As plantações de milho e mandioca são as mais atingidas.
O agricultor Paulo da Silva perdeu quatro hectares. "A água chegou e arrancou tudo: arame, mandioca, levou tudo. Em um minuto se acabou tudo que a gente construiu durante muitos anos".
A barragem de algodões está localizada no município de Cocal, no norte do Piauí. No dia 27, a barragem não aguentou com o excesso de chuva e se rompeu, inundando uma área de 100 quilômetros de extensão. Mais de três mil pessoas nos municípios de Cocal e Buruti dos Lopes ficaram desabrigadas.
Em uma área, ficava um cercado para a criação de cabras e ovelhas, mas nada resistiu a força da água. A estimativa é de que em toda a região, pelo menos 30 mil animais foram arrastados durante a enxurrada. Galinhas, porcos e ovelhas não resistiram a força da água. Há animais mortos por todas as partes.
A propriedade do criador, Otacílio Machado e dos dois filhos, que ficava perto do Rio Pirangi foi atingida pela enxurrada. "Quando eu vi o estrondo, minha mulher estava até no banheiro, meus filhos saíram correndo todos gritando. Era um inferno, uma tempestade, um vento. Eu sai correndo dizendo que vinha se acabando tudo. Ela correu, meu filho carregou ela na garupa de uma moto e fugiu. Eu sai correndo atrás, à pé, até chegar em um lugar que a gente escapou. Agora como eu vou dar de comer aos meus filhos? A gente passava bem e agora?", afirma desesperado.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário disse que, a partir de segunda-feira, os agricultores vitimados pelas enchentes poderão procurar um empréstimo especial de até R$ 2 mil no Banco do Brasil e no Banco do Nordeste e o Ministério da Integração Nacional promete reconstruir as casas e doar R$ 5 mil por família para a compra de móveis e eletrodomésticos.
Gobo Rural
Nenhum comentário:
Postar um comentário