Dora RodriguesProparnaíba
Comerciante de Parnaíba informou ao Proparnaiba ter recebido telefonema informando que seria processado em 48 horas por tribunal de São Paulo, caso não fizesse acordo imediato.
Segundo a pessoa que entrou em contato, a empresa teria assinado um contrato com lista telefônica no valor de R$ 7.000,00 que não havia sido cumprido. Caso a firma não fizesse acordo imediato, seria processada e teria seu nome negativado no cadastro nacional de empresas.
A empresa recebeu vários telefonemas de pessoa que agia grosseiramente, pressionando a empresa a agir imediatamente.
O estranho da situação é que a empresa dizia ter sido assinado um contrato via fax, por um funcionário que não tinha nenhuma autorização para responder pela empresa e em nenhum momento a empresa foi notificada judicialmente sobre a questão.
Imediatamente, a empresa fez uma pesquisa no Google e constatou que tratava-se de um golpe, que já vem sendo aplicado em vários Estados do Brasil.
Percebendo que a empresa não se intimidava diante das ameaças, os telefonemas cessaram.
O golpe não é novo! Veja matéria de 02 nov de 2006 e depoimentos de pessoas que foram abordadas e algumas que caíram no golpe.
Desde o início do ano, cerca de 100 empresas do Estado, além de vários profissionais liberais, foram lesados com um golpe que está sendo praticado por uma quadrilha de São Paulo. O golpe da lista telefônica, como é conhecido pela polícia, é aplicado a partir de uma ligação feita às empresas, com a intenção de extorquir dinheiro. Dezenove empresários prestaram queixa na Delegacia do Consumidor, que está apurando o caso. Segundo relatos das vítimas, no momento em que liga para uma empresa, o golpista pede para que os dados da firma sejam confirmados, afirmando que será feito um anúncio publicitário inteiramente grátis numa nova lista telefônica, filiada à Listel, com matriz em São Paulo, mas que é veiculada em todo o País. O criminoso alega que a empresa ganhou um bônus por pagar suas contas de telefone em dia e por ter uma fatura relativamente alta. Um fax com o “contrato” é enviado à empresa. A orientação é que o funcionário assine e mande-o de volta. No final do mês, é enviado à firma um boleto bancário, cobrando cerca de 12 prestações em torno de R$ 300.
Após a extorsão, os criminosos fazem ameaças, dizendo que, se não for pago o valor cobrado, a empresa terá o título protestado e enviado ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e ao Serasa.
A quadrilha apresenta nomes diferentes da lista telefônica, como Lista Neg, List.com, Guia Express Comercial Ltda, Ultralista, Guia Nacional de Telecomunicações (GNT), Classitel Editora de Listas, entre outros 15.
A Delegacia do Consumidor já registrou queixas de empresas de grande e pequeno portes, entre consultórios médicos, escritórios de advocacia, além de outras ocorrências registradas diretamente nos juizados especiais, no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Procon e Adecon, entre outros órgãos de proteção ao consumidor.
De acordo com a delegada de Prevenção e Repressão aos Crimes contra o Consumidor, Nelly Queiroz, o golpe está sendo aplicado desde o início do ano, mas, nos últimos dois meses, as queixas têm se intensificado. Ela disse, ainda, que foi instaurado um inquérito para cada empresa. “Nossa suspeita é que esse golpe seja de uma proporção muito grande, que vai além do Estado”, afirmou. A orientação é que as vítimas do golpe não paguem nenhuma prestação do boleto e as demais, fiquem alerta e não dêem nenhuma informação.
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