domingo, junho 07, 2009

Golpe da Lista Teleônica

Dora Rodrigues
Proparnaíba
Comerciante de Parnaíba informou ao Proparnaiba ter recebido telefonema informando que seria processado em 48 horas por tribunal de São Paulo, caso não fizesse acordo imediato.
Segundo a pessoa que entrou em contato, a empresa teria assinado um contrato com lista telefônica no valor de R$ 7.000,00 que não havia sido cumprido. Caso a firma não fizesse acordo imediato, seria processada e teria seu nome negativado no cadastro nacional de empresas.
A empresa recebeu vários telefonemas de pessoa que agia grosseiramente, pressionando a empresa a agir imediatamente.
O estranho da situação é que a empresa dizia ter sido assinado um contrato via fax, por um funcionário que não tinha nenhuma autorização para responder pela empresa e em nenhum momento a empresa foi notificada judicialmente sobre a questão.
Imediatamente, a empresa fez uma pesquisa no Google e constatou que tratava-se de um golpe, que já vem sendo aplicado em vários Estados do Brasil.
Percebendo que a empresa não se intimidava diante das ameaças, os telefonemas cessaram.
O golpe não é novo! Veja matéria de 02 nov de 2006 e depoimentos de pessoas que foram abordadas e algumas que caíram no golpe.
Desde o início do ano, cerca de 100 empresas do Estado, além de vários profissionais liberais, foram lesados com um golpe que está sendo praticado por uma quadrilha de São Paulo. O golpe da lista telefônica, como é conhecido pela polícia, é aplicado a partir de uma ligação feita às empresas, com a intenção de extorquir dinheiro. Dezenove empresários prestaram queixa na Delegacia do Consumidor, que está apurando o caso. Segundo relatos das vítimas, no momento em que liga para uma empresa, o golpista pede para que os dados da firma sejam confirmados, afirmando que será feito um anúncio publicitário inteiramente grátis numa nova lista telefônica, filiada à Listel, com matriz em São Paulo, mas que é veiculada em todo o País. O criminoso alega que a empresa ganhou um bônus por pagar suas contas de telefone em dia e por ter uma fatura relativamente alta. Um fax com o “contrato” é enviado à empresa. A orientação é que o funcionário assine e mande-o de volta. No final do mês, é enviado à firma um boleto bancário, cobrando cerca de 12 prestações em torno de R$ 300.
Após a extorsão, os criminosos fazem ameaças, dizendo que, se não for pago o valor cobrado, a empresa terá o título protestado e enviado ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e ao Serasa.
A quadrilha apresenta nomes diferentes da lista telefônica, como Lista Neg, List.com, Guia Express Comercial Ltda, Ultralista, Guia Nacional de Telecomunicações (GNT), Classitel Editora de Listas, entre outros 15.
A Delegacia do Consumidor já registrou queixas de empresas de grande e pequeno portes, entre consultórios médicos, escritórios de advocacia, além de outras ocorrências registradas diretamente nos juizados especiais, no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Procon e Adecon, entre outros órgãos de proteção ao consumidor.
De acordo com a delegada de Prevenção e Repressão aos Crimes contra o Consumidor, Nelly Queiroz, o golpe está sendo aplicado desde o início do ano, mas, nos últimos dois meses, as queixas têm se intensificado. Ela disse, ainda, que foi instaurado um inquérito para cada empresa. “Nossa suspeita é que esse golpe seja de uma proporção muito grande, que vai além do Estado”, afirmou. A orientação é que as vítimas do golpe não paguem nenhuma prestação do boleto e as demais, fiquem alerta e não dêem nenhuma informação.

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