Jornal da ParnaíbaPor José Wilson
A decisão de construir um milhão de casas é uma bomba de efeito retardado. A raiz da crise financeira no mundo, foi financiamento imobiliário, no início a economia brasileira dará um "buuuum", depois virá a quebradeira. FGTS e Caixa Econômica serão os mais afetados.
Definitivamente o governo federal perdeu o norte em relação à crise que assola o país e principalmente as pequenas prefeituras que tem como principal fonte, e às vezes única, o Fundo de Participação dos Municípios – FPM.
Vários foram os erros cometidos de outubro para cá, os que ficaram mais evidentes foram: O primeiro deles foi reduzir o IPI para veículos, que para carros até mil cilindradas passou a ter zero dessa tributação. Isso foi bom pelo lado da manutenção dos empregos nas montadoras e revendedoras, pelo fato de manter os empregos, mas faltou exigir a contrapartida da redução dos lucros das montadoras. O lado negativo foi a redução dos repasses às prefeituras que tiveram uma redução de 22% em suas receitas com o FPM. Nas regiões como Norte e Nordeste, onde as cidades pequenas só contam com os repasses governamentais, o caos foi instalado. Aí vem o segundo erro, a prorrogação da isenção do IPI para os veículos, o que já estava ruim piorou com esse elastecimento de prazo.
Agora o governo anuncia que está estudando um novo pacote, para redução do IPI nos eletrodomésticos, tais como geladeira, fogão, dentre outros, e ainda diz que é para “combate a crise financeira”. Tudo isso feito sem combinar com as prefeituras municipais, que são de fato, a dono maior desses recursos, principal imposto que compõe o FPM.
Outra medida já anunciada pelo governo foi a redução do IPI sobre materiais para a construção civil, entre os quais cimento, de 4% para zero. É o que se pode chamar de “fazer continência com o chapéu alheio”. É isso que o governo está fazendo, retirando receitas dos estados e municípios para beneficiar alguns empresários e privilegiar algumas classes trabalhadoras. E as outras? "Não podemos deixar que o nível de emprego caia durante a crise e a novidade agora, que anunciamos a prorrogação de redução dos tributos para veículos e caminhões, é que vamos celebrar um acordo de não demissão de trabalhadores", diz o Ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Porém a pior decisão do governo foi baixar um pacote para construir um milhão de casas. Você deve pensar que estou louco, não é? Pois pergunto a você. Onde está a raiz da crise mundial? Lembrou? Pois é, tudo começou lá nos Estados Unidos quando começaram a financiar casas para quem propusesse. Com o passar dos anos muitos não puderam honrar os compromissos e isso levou o sistema financeiro a falência. O resto da historia já conhecemos. O efeito positivo será imediato, a economia dará um buuuum, geração de empregos, construtoras satisfeitas, indústrias de material de construção também e tudo mais. Entretanto essa é uma bomba de efeito retardado. Daqui a uns dois ou três anos, quando os mutuários estiverem inadimplentes, momento em que essas dívidas se tornarem ativos podres, virá junto com eles a quebradeira dos bancos financiadores, principalmente a Caixa Econômica. O FGTS, que é dos trabalhadores, é que sofrerá o maior impacto negativo, pois é dele que sairão os recursos para o financiamento imobiliário.
Vários foram os erros cometidos de outubro para cá, os que ficaram mais evidentes foram: O primeiro deles foi reduzir o IPI para veículos, que para carros até mil cilindradas passou a ter zero dessa tributação. Isso foi bom pelo lado da manutenção dos empregos nas montadoras e revendedoras, pelo fato de manter os empregos, mas faltou exigir a contrapartida da redução dos lucros das montadoras. O lado negativo foi a redução dos repasses às prefeituras que tiveram uma redução de 22% em suas receitas com o FPM. Nas regiões como Norte e Nordeste, onde as cidades pequenas só contam com os repasses governamentais, o caos foi instalado. Aí vem o segundo erro, a prorrogação da isenção do IPI para os veículos, o que já estava ruim piorou com esse elastecimento de prazo.
Agora o governo anuncia que está estudando um novo pacote, para redução do IPI nos eletrodomésticos, tais como geladeira, fogão, dentre outros, e ainda diz que é para “combate a crise financeira”. Tudo isso feito sem combinar com as prefeituras municipais, que são de fato, a dono maior desses recursos, principal imposto que compõe o FPM.
Outra medida já anunciada pelo governo foi a redução do IPI sobre materiais para a construção civil, entre os quais cimento, de 4% para zero. É o que se pode chamar de “fazer continência com o chapéu alheio”. É isso que o governo está fazendo, retirando receitas dos estados e municípios para beneficiar alguns empresários e privilegiar algumas classes trabalhadoras. E as outras? "Não podemos deixar que o nível de emprego caia durante a crise e a novidade agora, que anunciamos a prorrogação de redução dos tributos para veículos e caminhões, é que vamos celebrar um acordo de não demissão de trabalhadores", diz o Ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Porém a pior decisão do governo foi baixar um pacote para construir um milhão de casas. Você deve pensar que estou louco, não é? Pois pergunto a você. Onde está a raiz da crise mundial? Lembrou? Pois é, tudo começou lá nos Estados Unidos quando começaram a financiar casas para quem propusesse. Com o passar dos anos muitos não puderam honrar os compromissos e isso levou o sistema financeiro a falência. O resto da historia já conhecemos. O efeito positivo será imediato, a economia dará um buuuum, geração de empregos, construtoras satisfeitas, indústrias de material de construção também e tudo mais. Entretanto essa é uma bomba de efeito retardado. Daqui a uns dois ou três anos, quando os mutuários estiverem inadimplentes, momento em que essas dívidas se tornarem ativos podres, virá junto com eles a quebradeira dos bancos financiadores, principalmente a Caixa Econômica. O FGTS, que é dos trabalhadores, é que sofrerá o maior impacto negativo, pois é dele que sairão os recursos para o financiamento imobiliário.
O que quer o Presidente Lula? Debelar a crise e deixar uma bomba com data marcada para explodir!
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