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| Vasa das Rendeiras nos Morros da Mariana no municipio de Ilha Grande (PI |
O artesanato do Norte do Piauí se destaca por
produzir peças de qualidade e originalidade o que tem chamado a atenção de
grandes lojas dos diversos estados do Brasil. Artesãos usam o couro como
matéria prima, outros utilizam bordados, tecidos, pedras, fibras e tintas.
Alguns artesãos usam o couro como matéria prima,
outros utilizam bordados, tecidos, pedras, fibras e tintas. O fato é que o
artesanato feito na região Norte do Piauí é permeado de cultura, beleza e
diversidade de materiais e muita originalidade.
Em Campo Maior, cidade localizada a 84 quilômetros
de Teresina, os produtos feitos através de bordados e dos trançados em palha de
carnaúba são os responsáveis por enfeitar a produção local. Mais de 100
mulheres dominam o oficio da costura, com a utilização da técnica conhecida
como “bainha aberta”, da qual são produzidos inúmeros produtos, como toalhas de
mão, toalhas de rosto, blusas, vestidos, roupas de cama, bolsas, dentre outros
produtos.
Segundo a diretora do Programa de Desenvolvimento
do Artesanato Piauiense (Prodart), Francisca Lemos, três grupos são
responsáveis pela produção local de Campo Maior, são eles: a Cooperativa dos
Artesãos, a Oficina de Artesãos e o Grupo de Produção.
Na cidade de Castelo do Piauí, a 211 quilômetros da
capital, a produção artesanal é feita a partir do couro. A Associação de
Artesanato da cidade utiliza utensílios manuais na confecção de indumentárias
de vaqueiro, peças decorativas e utilitárias, como caixas, tamboretes e
acessórios de moda.
As opalas, biojóias e tecelagem, são os
diferenciais do artesanato da cidade de Pedro II. “Atualmente, Pedro II é um
expoente a nível nacional e internacional do nosso artesanato”, ressalta a
gestora do Projeto Polos Artesanais do Sebrae, Rosa de Viterbo.
Na cidade, os garimpeiros e joalheiros transformam
a opala bruta em peças como brincos, anéis, pulseiras e colares. A região
também concentra o maior número de artesãos que dominam a técnica da tecelagem
manual. O ponto tapuirana, por exemplo, técnica utilizada no tear manual é um
dos diferenciais das peças confeccionadas pelos artesãos de Pedro II.
Os produtos fabricados na cidade de Buriti dos
Lopes, também não perdem em beleza. No lugar, são feitos bordados, que nascem
da inspiração de paisagens locais e vivencias das próprias trabalhadoras. As
bordadeiras dedicam-se aos bordados em ponto cruz, com a exclusividade do
bordado feito em fio único.
No litoral, o artesanato ainda ganha maior
presença. Na Ilha Grande de Santa Isabel, em Parnaiba, a maioria da população
domina o oficio da produção do artesanato com renda de bilrro e peças feitas à
base de carnaúba. A participação da associação do local em feiras específicas
organizadas nas grandes capitais do país tem contribuído para a expansão da
atividade.

Em Parnaíba, localizada a 339 quilômetros da
capital, a Cooperativa Artesanal Mista de Parnaíba (Campal) é a mais antiga do
Piauí e agrega a produção de artesanato em escultura, trançados em palha de
carnaúba, agave, cipó de leite, taboa, entre outros. Próximo à Parnaíba, em
Luis Correia, grupos especializados com produções em fibra de taboa ganham
destaque.
A grande variedade e qualidade dos produtos
artesanais do Estado garantem o trabalho e renda de centenas de pessoas. “O
nosso artesanato é de uma beleza ímpar e a qualidade dos produtos asseguram o
destaque e referência dos produtos a nível nacional”, finaliza a diretora do
Prodart Francisca Lemos.
Rendeiras do Piauí conquistam a moda em São Paulo
O trabalho artesanal da Associação das
Rendeiras dos Morros da Mariana chamou a atenção do estilista Walter
Rodrigues, que firmou parceria para levar a renda do Piauí aos grandes
desfiles de São Paulo. A associação já foi premiada em duas edições do
prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato.
Jornal da Parnaíba
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