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sábado, fevereiro 07, 2026

Piauí fortalece vocação exportadora com nova fábrica de fécula de mandioca na ZPE de Parnaíba

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Projeto do Grupo Moinho Piauí alia industrialização, incentivos fiscais e valorização da agricultura familiar

Foto: Wallace Costa/ Ascom Investe Piauí

A Zona de Processamento de Exportação do Piauí (ZPE-PI), em Parnaíba, deu mais um passo estratégico rumo à industrialização com foco no mercado externo. A Delta Brazilian Starch, empresa do Grupo Moinho Piauí com atuação no Brasil e na Argentina, lançou nesta sexta-feira (6) a pedra fundamental de uma fábrica de fécula de mandioca, empreendimento voltado integralmente à exportação e à integração com a agricultura familiar da região.

A planta industrial deve gerar cerca de 50 empregos diretos na fase inicial de operação e aproximadamente 500 empregos indiretos, abrangendo a cadeia produtiva da mandioca, logística, transporte e serviços. Durante a solenidade, foi anunciado que a capacidade inicial de processamento da fábrica está estimada em cerca de 300 toneladas de mandioca por dia, com previsão de exportação de até 20 contêineres semanais já no início das atividades.

Foto: Wallace Costa/ Ascom Investe Piauí
Para o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Almeida, o empreendimento materializa uma estratégia clara do Estado. “Priorizar as potencialidades do Piauí não é apenas discurso. O que estamos vendo aqui é o lançamento de uma grande indústria de fécula de mandioca que vai exportar para o mundo inteiro e, ao mesmo tempo, se conectar diretamente a uma ampla rede de produtores locais”, destacou.

Segundo Federico Musso, sócio da Delta Brazilian Starch, o projeto é resultado de um planejamento de longo prazo. “Iniciamos esse projeto há dois anos e hoje ele começa a se tornar realidade. Estamos aqui para incentivar os produtores a adotarem tecnologia e elevarem o nível de produção na região, promovendo desenvolvimento sustentável”, afirmou.

A chegada da indústria também impulsiona políticas de fortalecimento da agricultura familiar. De acordo com o presidente da ZPE-PI, Álvaro Noleto, a empresa já promove ações estruturantes junto aos produtores da região. “Aconteceu agora também o encontro do Programa de Desenvolvimento da Cultura da Mandioca do Piauí-Maranhão, que reuniu produtores e instituições interessados em fornecer para essa nova indústria. A ideia é melhorar produtividade por hectare, com técnicas inovadoras, gerando mais renda sem necessidade de ampliar área plantada”, explicou. Álvaro Noleto acrescenta que, inserido na ZPE de Parnaíba, o projeto conta com incentivos fiscais, aduaneiros e logísticos.

A previsão é que a fábrica inicie a produção entre o final de 2026 e o início de 2027. Além dos empregos diretos, a expectativa é que entre 500 e 600 famílias passem a ter renda vinculada à cadeia produtiva da mandioca, consolidando Parnaíba como polo agroindustrial e exportador no Nordeste.

quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Receita Federal declara o alfandegamento da ZPE Parnaíba

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O Governo do Piauí aplicou mais de R$ 50 milhões no empreendimento que faz parte do programa de dinamização da economia estadual

ZPE de Parnaíba tem alfandegamento da Receita Federal

O Diário Oficial da União publicou em sua edição deste dia 9 de fevereiro o Ato Declaratório Executivo nº 01, de 08 de fevereiro de 2022, que declara o alfandegamento, por tempo indeterminado, da Zona de Processamento de Exportação do Estado do Piauí, a ZPE Parnaíba. O documento foi assinado pelo superintendente substituto da Receita Federal do Brasil da 3ª Região Fiscal, Wilmar Teixeira de Souza. 

A medida decorre de um longo processo administrativo em que o Governo do Piauí e a Companhia Administradora da ZPE Parnaíba cumpriram uma extensa lista de exigência do órgão fazendário nacional. Para se certificar que o governo do Piauí havia executado a etapa final de estruturação, técnicos da Receita Federal estiveram na última quinta-feira, dia 3, em trabalho de inspeção na Área de Despacho Aduaneiro. 

Para o presidente da Investe Piauí, Victor Hugo Saraiva de Almeida, o Alfandegamento era a condição que faltava para a ZPE Parnaíba, de fato, atender às expectativas de investidores que, de forma frequente, têm manifestado interesse em instalar indústrias e empresas de serviços na área de livre comércio do Piauí. 

ZPE de Parnaíba 
O presidente da ZPE Parnaíba, Paulo Roberto Cardoso, ressaltou que a vitória do alfandegamento foi possível pela existência do novo marco regulatório das ZPEs que flexibilizou algumas regras fundamentais, como a redução do espaço segregado da Área de Despacho Aduaneiro (ADA). Ele observou que a nova lei excluiu o compromisso exportador e agora as empresas poderão decidir os percentuais da sua produção destinados ao comércio exterior ou mercado nacional, neste último caso se submetendo ao regime geral de tributação.

Victor Hugo e Paulo Cardoso destacaram o empenho do governador Wellington Dias e do secretário de Fazenda e coordenador do PRO Piauí, Rafael Fonteles, em ver a ZPE piauiense alfandegada, tendo disponibilizado, recentemente, recursos da ordem de R$ 8 milhões, oriundos do Tesouro Estadual, para deixar a ZPE pronta para ser alfandegada. Ao todo, o governo do Piauí aplicou mais de R$ 50 milhões no empreendimento que faz parte do programa de dinamização da economia estadual por meio da transformação de matérias primas e da oferta de serviços.

Instalações da ZPE de Parnaíba 
Marco regulatório

Embora tenha uma área implantada de 33 hectares, com toda infraestrutura para o recebimento de plantas industriais, o novo marco regulatório das ZPEs permitiu que a área alfandegada pudesse ocupar um espaço menor de 2,03 hectares, declarada pela Receita Federal como área segregada, de acesso restrito e permanentemente controlada, considerada, para efeito de controle aduaneiro, como zona primária, composta de Área de Despacho Aduaneiro (ADA) que  inclui armazém, “gate” com balança rodoviária, sistema de vigilância controlada por um moderno data-center e instalações da Receita Federal.  

Fora da Área de Despacho Aduaneiro se encontra o parque industrial, onde as indústrias e empresas de serviços estarão sujeitas ao controle da Receita Federal, para que possam gozar dos incentivos fiscais assegurados pelos governos federal e estadual. “Trata-se de suspensão tributária por 20 anos, podendo ser renovada por igual período”, explicou Victor Hugo.

Consta ainda no Ato Declaratório Executivo de alfandegamento que, na ZPE Parnaíba poderão ser realizadas atividades de carga, descarga, redestinação ou armazenamento de mercadoria ou bens procedentes do exterior ou a ele destinados; despacho de mercadorias em regime de trânsito aduaneiro; despacho de importação; despacho de exportação ou reexportação; operação de saída temporária de bens a serem submetidos à manutenção, ao reparo ou à restauração no país.

meionews

quarta-feira, dezembro 24, 2025

Caminhoneiro perde controle e tomba veículo na BR-343, em Parnaíba

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O caminhoneiro havia saído da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, que margeia a rodovia. Por pouco, o veículo não capotou.

Acidente com caminhão em Parnaíba | Foto: Reprodução/Click Parnaíba
Na manhã desta quarta-feira (24), um caminhão tombou e ficou parcialmente destruído na BR-343, na entrada da cidade de Parnaíba, Litoral do Piauí. O motorista perdeu o controle da direção do veículo, ocasionando o acidente, segundo informações das equipes do  27º Batalhão de Polícia Militar.

O caminhoneiro havia saído da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, que margeia a rodovia. Por pouco, o veículo não capotou. 

Apesar do susto, o motorista não ficou ferido e teve apenas prejuízos materiais. Ele carregava o veículo peças de construção, como carrinho de mão e sacos de cimento.

Por: Saymon Lima

quinta-feira, novembro 27, 2025

Porto Piauí, ZPE e Investe Piauí apresentam o estado na principal feira de logística do Nordeste

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Estande conjunto mostrou as novas oportunidades de negócios e os avanços da infraestrutura do Piauí na Expolog, em Fortaleza.

Começou nesta quarta-feira (26) a Expolog, um dos principais encontros do setor logístico no Brasil. A Companhia Porto Piauí, a Investe Piauí e a ZPE de Parnaíba marcaram presença com um estande voltado a apresentar as oportunidades de negócios que o estado levou ao evento.

A 20ª edição da feira ocorre nesta quarta-feira (26) e quinta-feira (27), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, reunindo representantes de portos, operadores logísticos, empresas e entidades do setor para discutir projetos, fechar parcerias e atualizar agendas.

ANM autoriza MBF Fertilizantes extrair calcário no litoral do Piauí

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A diretoria da ANM (Agência Nacional de Mineração) autorizou nesta quarta-feira (26) a extração do volume anual de 80 mil toneladas de calcário em ambiente marinho, a 14 quilômetros da costa do Piauí. A permissão, válida por três anos, foi dada à MBF Fertilizantes.

Na decisão, o comando da agência ressaltou que a eficácia da deliberação, que já prevê a emissão das GUs (Guias de Utilização), “ficará condicionada à obtenção de licença ambiental, que deverá ser apresentada à ANM no prazo de 10 dias, sob pena de cancelamento” do ato da diretoria.

Ao ler parecer sobre o caso, o diretor Roger Cabral reconheceu que “a lavra em ambiente marinho ainda não possui regulação específica pela ANM”. Segundo ele, todas as condicionantes ambientais devem ser avaliadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), “que detém competência para o licenciamento de atividades desenvolvidas na plataforma continental”.

Cabral, que relatou o processo da MBF Fertilizantes, ressaltou que o papel do órgão ambiental abrange a aprovação do Plano de Fechamento de Mina.

O projeto da MBF Fertilizantes prevê a extração de calcário do tipo GBM (Granulados Bioclásticos Marinhos), por meio de dragagem hidráulica. O relator mencionou que a substância também é denominada como calcário “lithothamnium” ou “bioclasto marinho”, classificada como mineral estratégico pelo MME (Ministério de Minas e Energia).

O pedido da empresa foi analisado inicialmente pela Gerência Regional do Piauí e pela Divisão de Guia de Utilização da agência. As duas unidades recomendaram a emissão das GUs para a substância calcário, em razão da “inexistência da denominação específica no Sistema de Cadastro Mineiro da ANM”.

ZPE no Piauí
De acordo com o governo do Piauí, MBF Fertilizantes está instalada na ZPE (Zona de Processamento para Exportação) do estado, localizada na cidade de Parnaíba. O governo local informou que a empresa deve investir R$ 221,5 milhões em uma unidade de produção de fertilizantes de “alto desempenho” a partir de bioinsumos, com receita anual estimada em R$ 1,3 bilhão.

Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA

sexta-feira, novembro 14, 2025

Porto Piauí recebe presidente da ZPE do Maranhão e apresenta potenciais da Planície Litorânea

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Além do Porto de Luís Correia, Rakel Murad foi à ZPE de Parnaíba e conheceu de perto o cluster logístico da Planície Litorânea do Piauí

Porto Piauí recebe presidente da ZPE do Maranhão e apresenta potenciais da Planície Litorânea | Divulgação
A presidente da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Maranhão, Rakel Murad, fez uma visita à Companhia Porto Piauí nessa quarta-feira (12), para conhecer as instalações e as oportunidades que se abrirão com o porto em operação.

Localizada no município de Bacabeira, a 61 km de São Luís, a ZPE Maranhão é uma empresa de economia mista controlada pelo Governo do Estado, e com foco em setores como siderurgia, metalurgia, petroquímica, tecnologia e agroindústria.

Porto Piauí recebe presidente da ZPE do Maranhão e apresenta potenciais da Planície Litorânea | Reprodução
A presidente sua equipe foram recebidos pela diretor de Desenvolvimento de Negócios da Porto Piauí, Brunno Gonçalves, e pelo gerente de planejamento estratégico e desenvolvimento portuário, Tércio Máximo, que apresentaram os programas de operação e todo o potencial do porto em atender todo o Nordeste.

Além do Porto de Luís Correia, a presidente foi também à Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Piauí, em Parnaíba, e conheceu de perto o cluster logístico do Território Planície Litorânea, e como a ZPE e o Porto se conectam.

Segundo Rakel Murad, a visita ao Porto Piauí trouxe surpresas e inspirações para Maranhão, além da expectativa de parcerias futuras.

“Foi uma imensa honra, prazer e surpresa ao ver como o Porto está sendo construído de forma tão célere, e trazendo resultados tão consistentes. Conhecemos hoje um porto que vai ser muito importante não só para o Maranhão e o Piauí, mas para todo o Nordeste do Brasil”, comentou Rakel Murad.

Fonte: Governo do Estado do Piauí

quinta-feira, outubro 30, 2025

Águas do Piauí amplia rede de abastecimento na região da Baixa da Carnaúba, em Parnaíba

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As ações visam aumentar a vazão e a pressão da água nas residências da região, resolvendo desafios históricos no fornecimento de água.

Foto: Águas do Piauí
Dando continuidade às melhorias no sistema de abastecimento da Baixa da Carnaúba, zona rural de Parnaíba, a Águas do Piauí realizou uma extensão de 32 metros e a interligação de rede que atravessa a BR-316. As ações visam aumentar a vazão e a pressão da água nas residências da região, resolvendo desafios históricos no fornecimento de água.

“Desde que assumimos a operação em Parnaíba, estamos atuando para melhorar o fornecimento de água na região da Baixa da Carnaúba, Km 16. Essa localidade possui desafios históricos, anteriores à nossa gestão, e estamos avançando para trazer água potável com mais regularidade às famílias”, afirma Célio Damásio, gerente-executivo da Regional Litoral da Águas do Piauí. 

Maria do Carmo, moradora da Baixa da Carnaúba 2, em Parnaíba (Foto: Águas do Piauí)
Quem já percebe nas torneiras a melhora do abastecimento é a dona Maria do Carmo, da Baixa da Carnaúba 2. “Eu moro aqui há 27 anos. Passamos um tempo sem água, só pegando no poço. Depois, veio água encanada, mas faltava muito. Chegamos a ficar quatro meses só com água de pipa, o que era difícil, pois tenho criança especial. Agora, com a chegada de vocês e o início dos serviços, está uma maravilha. Desde o serviço do fim de semana, não faltou mais água aqui”, relata.

As últimas melhorias incluem a instalação, em agosto, de um booster, equipamento que aumenta a pressão da água e leva o abastecimento a locais mais altos e distantes. Também foram feitos reparos na Estação de Tratamento de Água da ZPE, com troca de registro, bomba e manutenção do quadro elétrico.

“Estamos monitorando o sistema e acompanhando o desempenho para avaliar os resultados. Estamos mapeando a rede para identificar outros pontos que precisam de interligação para se adequarem ao nosso padrão e, assim, garantir que a água chegue com maior precisão”, adianta o gerente.

Canais de atendimento 

A Águas do Piauí reforça seu compromisso em melhorar cada dia mais os serviços prestados à população e está à disposição através dos canais oficiais da empresa: o número 0800 223 2000, disponível para ligações e mensagens no WhatsApp, além do aplicativo Águas App e o site www.aguasdopiaui.com.br

sexta-feira, setembro 12, 2025

Parnaíba celebra legado de Tiago José, primeiro deputado negro do Piauí

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Parnaíba e o primeiro deputado negro de classe trabalhadora do Piauí

Pujança econômica da cidade forjou representação na Alepi

A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) faz a sua quinta instalação nas cidades piauienses como parte das comemorações dos 190 anos do Poder. O evento chega a Parnaíba, o segundo município mais populoso, que, durante quase um século, teve a economia mais dinâmica do Piauí. Esse cenário contribuiu para que os parnaibanos tivessem vários quadros na Casa Legislativa, entre eles, o primeiro negro de origem trabalhadora, o ex-deputado Tiago José.


Presidente do Sindicato dos Estivadores, ele foi eleito em 1958 depois de três candidaturas frustradas para a Alepi. Tiago José foi uma das lideranças sindicais mais articuladas do Piauí, durante as décadas de 1940 e 1960. A professora de História da Universidade Federal do Piauí, Marylu Oliveira, pesquisou sobre as movimentações do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), partido pelo qual o ex-deputado foi eleito, durante essas décadas, e explica como uma liderança com o perfil de Tiago José conseguiu chegar ao Legislativo.


Reapresentação nacional na política

“Parnaíba tinha grandes casas comerciais que movimentavam a área portuária quando o Rio Parnaíba era navegável. Além de famílias muito ricas, essa realidade contribuiu para que houvesse muitos sindicatos atuantes na cidade, desde o final do século XIX. Há pesquisas mostrando que o movimento sindical de Parnaíba era mais forte do que o de Teresina”, elucida Marylu Oliveira.


Outro componente importante era a tutela que o então presidente Getúlio Vargas exercia sobre esses sindicatos e, depois da redemocratização, sobre o PTB. Apesar de eleito apenas em 1958, Tiago José já era um importante ator político nacional no Piauí. Em 1951, por exemplo, ele foi convidado para representar sindicatos de trabalhadores e patronais em reunião com Getúlio Vargas para tratar da crise financeira que assolava o estado por conta da queda de exportações da cera de carnaúba. Além disso, visando maior competitividade, sindicatos de Teresina decidiram retirar o apoio a seus candidatos para conseguir a eleição de Tiago José.


Economia de Parnaíba forjou representação na Assembleia


Tiago José não foi o único representante de Parnaíba que chegou à Alepi influenciado pela pujança econômica do município. Se por um lado Getúlio Vargas incentivava a organização dos trabalhadores, por outro, também apoiava a organização de comerciantes e industriais. Por conta disso, o PTB tinha um deputado estivador, mas também teve ex-deputados como José Alexandre Caldas Rodrigues, irmão do ex-governador Chagas Rodrigues, e o ex-prefeito João Orlando de Morais Correia.


Este, faz parte de uma das famílias que contribuíram para a força econômica de Parnaíba desde as primeiras décadas de exploração econômica da navegação do rio que leva o mesmo nome da cidade. A família Moraes foi protagonista de atividades como indústria e comércio e, na política, gerou quadros como os ex-deputados Moraes Sousa, Mão Santa, Zé Filho e a atual parlamentar Gracinha Mão Santa (PP).


Tiago José, no entanto, foi vítima do golpe militar. Ele estava na primeira lista de presos políticos que os militares publicaram no Piauí. Na Assembleia, deputados eleitos em 1962 tiveram os seus mandatos cassados. As ações se deviam à proximidade que esses líderes estaduais tinham com o presidente cassado, João Goulart, e outras lideranças nacionais que organizavam passeatas e outros movimentos contra o golpe.

Parnaíba é um  pólo  de transformação do Piauí, garantem parlamentares

"Esse orgulho, de ser um polo importante no Nordeste e núcleo econômico do norte do Piauí, tem muito da coragem e do amor que a família Moraes Sousa sempre teve por Parnaíba. Política não pode ser jogo. Tem que ser ação. A política, quando feita com responsabilidade e compromisso, é a maior ferramenta de transformação que existe. É por meio dela e do diálogo que conseguimos trazer recursos, obras, infraestrutura, saúde e educação para o nosso povo”, defende Gracinha Mão Santa.


Também representante da Planície Litorânea, o deputado Rubens Vieira (PT) projeta o fortalecimento da grande contribuição que Parnaíba dá à economia piauiense. “Parnaíba é a 2ª maior cidade do Piauí, uma cidade histórica, que tem uma cultura que ajudou a construir esse estado [...] Ela agora tem uma ZPE (Zona de Processamento de Exportação), que tem um trabalho enorme na região e já estão instalando o hidrogênio verde. Tem a questão do sonho que é o Porto de Luís Correia. Então, Parnaíba, que tem um comércio pujante, ajuda muito a economia do Piauí”, defende o parlamentar


Nícolas Barbosa - Edição: Katya D’Angelles

quinta-feira, agosto 14, 2025

Parnaíba 181 anos: lagoas representam potencial econômico, turístico e sustentável na segunda maior cidade do Piauí

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A pesca, a piscicultura e o turismo estão entre as principais atividades nos cartões-postais da cidade litorânea, que faz aniversário nesta quinta (14).

Luís Aragão vive há 20 anos da Lagoa do Portinho — Foto: Arquivo Pessoal

Banhada pelo mar aberto, que embeleza a praia da Pedra do Sal, e pelo Rio Igaraçu, braço do Rio Parnaíba que inicia o maior Delta das Américas: a cidade de Parnaíba, que completa aniversário nesta quinta (14), também tem nas águas doces de suas lagoas importante fonte de renda, histórias e preservação.

Nessa reportagem, o g1 conta um pouco da importância das lagoas que banham o segundo município piauiense de maior população — que completa 181 anos de emancipação política — e de onde centenas de famílias vivem da pesca, da agricultura e do turismo originados por elas.

Dunas na Lagoa do Portinho, em Parnaíba — Foto: Arquivo Pessoal/ Érico Rodrigues
O turismo na Lagoa do Portinho

Considerado um dos principais cartões postais não só de Parnaíba, mas do Piauí, a Lagoa do Portinho é um verdadeiro cenário paradisíaco. Entre as dunas de areia branca e o verde da vegetação nativa, as águas da lagoa atraem parnaibanos, turistas e gente que vem de fora.

Um desses visitantes que se encantaram com as belezas da Lagoa do Portinho há mais de 20 anos foi o empresário Luís Aragão. Dono de um restaurante no local, ele conta que passou por muitos desafios no local — como ver a lagoa praticamente secar, até uma grande cheia, e hoje, com a retomada do turismo.

"Eu sou considerado o herói da resistência porque passei por quase tudo aqui. Teve a duna que invadiu a pista, e o pessoal que vinha da praia não tinha acesso, na época fiz um desvio, depois que a prefeitura fez outro, e depois veio a pandemia, a seca, a cheia, veio tudo", destacou.

Vindo do Ceará e devoto de Padre Cícero, ele diz que hoje agradece por ter visto a lagoa praticamente ressurgir, o que considera um milagre. "Todo mundo dizia que a lagoa estava morrendo, secando, que não ia mais pra frente. E eu falei: 'vou falar com Padim Cícero', e ele ajudou e a lagoa voltou. Para mim, foi tipo um milagre, ressurgiu a água da lagoa", destacou.

Criação de tilápias na Lagoa da Prata

Em uma lagoa que fica do outro lado da cidade, moradores vivem da piscicultura. É o caso do Osvaldo Nunes, que cria tilápias desde 2016 na Lagoa da Prata, na zona rural de Parnaíba, próximo à Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A lagoa é abastecida pelas águas tanto do Rio Parnaíba quanto por nascentes naturais.

Osvaldo conta que, quando começou a criar os peixes, a lagoa estava bastante degradada, com resíduos como pedaços de geladeira e bicicletas. Ele liderou ações conscientização ambiental, instalando placas informativas e ajudando na limpeza do lugar.

“Antes eu pescava manjuba, comprei até uma canoa para isso, mas quis sair da subordinação e formei um grupo de piscicultores. Para fazer o cultivo tem que prestar atenção às condições do tempo e da lagoa, exige aprender um pouco”, relata.

A associação de piscicultores formada por Osvaldo conta com cerca de dez famílias, embora nem todos estejam diretamente envolvidos na atividade.

As tilápias são compradas de um fornecedor e alimentadas com ração específica, de acordo com o tamanho delas. Após cerca de dois meses, elas são levadas para gaiolas de engorda, onde são abatidas e, depois, vendidas.

“A comunidade ribeirinha é forte, mas a gente tem que lidar com os tanques velhos e a ração cara. Como não recebemos muito incentivo, os jovens têm preferido se envolver com outras atividades”, aponta Osvaldo.

Conservação e revitalização

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Parnaíba, as lagoas da cidade receberam mutirões de limpeza e ações de conscientização para os moradores no primeiro semestre de 2025.

O secretário Rubens Ferreira afirma que houve o plantio de ipês e outras árvores nativas na Lagoa do Bebedouro, que agora conta com uma orla revitalizada.

“A gente limpou o entorno com mutirões para catar plástico, vidro e outros materiais. Também fizemos palestras em escolas da rede municipal para conscientizar os alunos e treinamos as equipes de poda para não prejudicarem a vegetação”, elenca.

A limpeza do entorno também aconteceu na Lagoa da Prata, cujos pescadores e piscicultores foram orientados sobre o descarte correto do lixo produzido durante suas atividades.

Em relação à Lagoa do Portinho, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí recuperou a vegetação nativa e construiu um píer, áreas de lazer e salas de artesanato em dezembro de 2024.

“Quando as dunas invadem as pistas, a prefeitura autoriza a retirada da areia. Verificamos também onde o lixo é descartado e como o esgoto é tratado”, completa Rubens.

Por Roberto Araujo, Eric Souza, g1 PI

quinta-feira, julho 24, 2025

Porto Piauí inicia operações com carga de fertilizante usado na indústria de cosméticos; entenda!

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Terminal abre caminho para economia azul e deve gerar 200 empregos diretos. Operação começa ainda este ano.

Porto Piauí deve receber carga de fertilizantes marinhos ainda em 2025. | Foto: Divulgação

Ainda em 2025, o Porto Piauí deverá iniciar oficialmente suas atividades comerciais com a movimentação de fertilizante marinho, marcando um novo capítulo no uso do litoral piauiense para exportações e logística industrial. O terminal, que acaba de concluir a construção do cais multipropósito de 150 metros de extensão, aguarda os últimos trâmites de homologação por parte da Marinha, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

A expectativa é que, com a liberação dos órgãos reguladores, as primeiras operações comecem entre três e quatro meses, ainda no segundo semestre.

Potencial do insumo natural

O fertilizante marinho é um recurso extraído do leito oceânico, rico em cálcio, magnésio e fósforo. Após ser recolhido, ele pode ser aplicado diretamente no solo, sem necessidade de industrialização química, o que o torna uma alternativa mais barata ao calcário tradicional. Além do uso agrícola, há interesse de indústrias farmacêuticas e de cosméticos no material.

Segundo o presidente da Companhia Porto Piauí, Raimundo Dias, três empresas já demonstraram interesse comercial na exploração desse tipo de carga. “A expectativa é iniciar as primeiras descargas no último trimestre deste ano. Estudos apontam uma reserva aproximada de 2 bilhões de toneladas do fertilizante na costa do Estado, um volume capaz de atender, por muitos anos, à demanda do agronegócio regional e ainda abastecer novas rotas industriais, como os setores de cosméticos e farmacêutico”, destacou.

Logística e valor agregado

A operação será feita por pequenas embarcações, que coletarão o sedimento a algumas milhas da costa piauiense. O material será descarregado no porto e, em seguida, transportado por caminhões para processamento. Uma das empresas interessadas pretende implantar a moagem inicial dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, ampliando a agregação de valor antes da distribuição aos polos do Matopiba — região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Desenvolvimento e impacto regional

A chegada do fertilizante marinho à pauta de cargas do Porto Piauí representa mais competitividade para o setor agrícola e uma nova fonte de arrecadação estadual. Ao substituir parte dos fertilizantes importados, o insumo reduz os custos logísticos e fortalece a sustentabilidade da produção agrícola local.

Além disso, o projeto está inserido na chamada economia azul, que visa o uso sustentável dos recursos marinhos. A estimativa é de que sejam gerados cerca de 200 empregos diretos nesta fase inicial. “Estamos prontos para colocar o Piauí no mapa da produção nacional de fertilizantes naturais. É mais competitividade para o campo e mais desenvolvimento para o nosso litoral”, afirmou Raimundo Dias.

Infraestrutura quase pronta

Com o canal de navegação já dragado e a obra do cais finalizada, o foco da administração do Porto Piauí está agora na instalação das boias de sinalização e no encerramento dos últimos licenciamentos ambientais, etapa final para o início pleno das operações.

Por: Francy Teixeira | meionews

quinta-feira, julho 10, 2025

Porto Piauí se prepara para iniciar operações com fertilizante marinho ainda em 2025

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O Porto Piauí começa, ainda neste ano de 2025, a receber carga e descarga de fertilizante marinho, dando início às operações comerciais no terminal marítimo do litoral piauiense. Recém-concluído, o cais multipropósito de 150 metros de comprimento passa pelos ajustes finais de homologação junto à Marinha, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Semarh).

Com a finalização dessa etapa, o terminal estará liberado para receber as embarcações. A expectativa da direção da Porto Piauí, a empresa que administra o Porto, é que as operações com fertilizante marinho comecem dentro de três a quatro meses.

O fertilizante marinho é um sedimento natural rico em cálcio, fósforo e magnésio, encontrado no fundo do mar. Retirado e transportado para o porto, ele é triturado e pode ser aplicado diretamente no solo agrícola sem necessidade de processamento químico, o que o torna bem mais em conta comparado ao calcário e a outros fertilizantes utilizados na agricultura. Pode também ser utilizado nas indústrias farmacêuticas e de cosméticos.

Segundo o presidente da Companhia Porto Piauí, Raimundo Dias, três empresas já apresentaram projetos de exploração e desembarque do fertilizante marinho. Uma delas opera hoje no Maranhão e pretende expandir suas atividades para o litoral piauiense. As outras duas estão em fase de licenciamento.

“A expectativa é iniciar as primeiras descargas no último trimestre deste ano. Estudos apontam uma reserva aproximada de 2 bilhões de toneladas do fertilizante na costa do Estado, um volume capaz de atender, por muitos anos, à demanda do agronegócio regional e ainda abastecer novas rotas industriais, como os setores de cosméticos e farmacêutico”, ressalta.

O modelo operacional prevê a coleta do sedimento por embarcações de pequeno porte a poucas milhas da costa. Depois, o material será descarregado no cais e seguirá, por caminhão, para processamento inicial. Uma das empresas planeja instalar a etapa de moagem dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, agregando valor antes de distribuir o material a produtores do Matopiba, região que concentra os polos de produção de grãos do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Emprego, renda e oportunidades de negócios

A operação do fertilizante marinho traz uma série de benefícios para o Estado. Ao substituir parte dos fertilizantes importados, diminui custos logísticos das lavouras e amplia a arrecadação de ICMS. Também diversifica as cargas do Porto e inicia uma frente de negócios ligada à chamada economia azul, com geração estimada de 200 empregos diretos na fase inicial.

Com a obra do cais concluída e o canal de navegação já dragado, a Porto Piauí dedica-se agora à instalação das boias de sinalização e ao fechamento dos últimos licenciamentos ambientais.
“Estamos prontos para colocar o Piauí no mapa da produção nacional de fertilizantes naturais. É mais competitividade para o campo e mais desenvolvimento para o nosso litoral”, observa o presidente da Porto Piauí.

domingo, julho 06, 2025

MPF pede anulação de licenças de usina de hidrogênio verde no Piauí e multa pode chegar a R$ 1 milhão

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O empreendimento está localizado na cidade de Parnaíba (PI).

Construção de usina de hidrogênio verde no Piauí (Foto: Governo do Piauí)

O Ministério Público Federal (MPF) propôs uma ação civil pública pedindo a anulação das licenças prévia e de instalação, concedidas à usina de produção de hidrogênio verde (H2V) da empresa Solatio Hidrogênio Piauí Gestão de Projetos Ltda. O empreendimento está localizado na cidade de Parnaíba (PI).

O MPF constatou a ausência de autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a falta de consulta prévia, livre e informada das comunidades tradicionais afetadas pelo empreendimento. De acordo com o ministério, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) teria excluído a Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba como área de influência.

“O MPF também apontou o fracionamento indevido do licenciamento ambiental, que dividiu atividades intrinsecamente relacionadas ao projeto, e a ausência de outorga para o uso de recursos hídricos do Rio Parnaíba, um rio federal, sem a qual não é permitida a captação de água e o lançamento de efluentes”, informou o MPF.

Além disso, foi constatado que a audiência pública convocada pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí (Semarh) não observou o prazo mínimo legal entre a convocação e a realização da audiência pública, e o edital de convocação não foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

O MPF requereu, em caráter de urgência, a suspensão imediata dos efeitos das licenças e a interrupção das obras pela empresa, sob pena de multa diária de R$1 milhão.

O Ministério Público Federal pediu ainda que, em um eventual futuro licenciamento ambiental, este seja conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com participação do ICMBio, consulta às comunidades tradicionais, outorga de recursos hídricos e a devida rastreabilidade das fontes de energia.

Indústria

A obra, executada pela multinacional espanhola Solatio Energia Livre, iniciou há uma semana a supressão vegetal e limpeza de 154 hectares dentro da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Piauí, em Parnaíba, no litoral do estado.

Com um investimento estimado em R$ 27 bilhões, a usina deverá produzir 400 mil toneladas de hidrogênio verde e 2,2 milhões de toneladas de amônia verde por ano em sua capacidade total

sexta-feira, maio 30, 2025

Em Dubai, Rafael Fonteles anuncia início da primeira etapa das obras da usina de hidrogênio verde em Parnaíba

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O governador esteve reunido com investidores em Dubai e apresentou imagens mostrando o início das obras de construção da planta industrial da Solatio no litoral piauiense.

Foto: Juliana Oliveira

Em sua última agenda no Oriente Médio, o governador Rafael Fonteles anunciou, nesta sexta-feira (30), em Dubai, para representantes e investidores do Emirados Árabes Unidos, o início da primeira etapa das obras de instalação do parque industrial da Solatio na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba para a implantação do projeto de produção do hidrogênio verde no Piauí. As máquinas já estão atuando na limpeza do terreno, etapa que deve durar de seis a sete meses.

Rafael celebrou, junto aos investidores, mais um passo importante para consolidar o estado como um polo estratégico na produção de energia verde. “É um grande projeto de transição energética, que impacta o mundo pela grandiosidade e pela descarbonização que ele vai proporcionar para o meio ambiente. E a ZPE de Parnaíba, o Piauí, o Nordeste, o Brasil sendo protagonista desse projeto, gerando trabalho, emprego e renda para o nosso povo”, ressaltou o governador.

Foto: Juliana Oliveira

O presidente da Solatio, Pedro Vaquer, esteve presente no encontro, em Dubai, e afirmou que este será o maior projeto de hidrogênio do mundo. “Hoje temos um momento simbólico para poder mostrar as obras começando, com a limpeza do terreno lá dentro da ZPE de Parnaíba. É um momento histórico, porque o que começou como sonho, há dois anos, agora se torna realidade”, comemorou.

Os investidores árabes demonstraram interesse no projeto, ao ver potencial de crescimento e de sucesso. “Fiquei muito feliz e estou ansioso para visitar a instalação para avançarmos, porque eu vi ali um grande potencial e tenho clientes que querem investir nesse projeto”, comentou H.E. Mohammad Khalifa Al Qamzi, representante de investidores árabes.

Foto: Juliana Oliveira

Primeira etapa das obras

A primeira etapa das obras consiste na limpeza de 154 hectares para a instalação da usina que irá produzir hidrogênio verde e amônia. As atividades na área seguem rigorosamente as diretrizes ambientais e contam com o acompanhamento de profissionais especializados, como engenheiros civis, agrônomos, biólogos e médico veterinário, garantindo a segurança no trabalho e a preservação da fauna e da flora local.

De acordo com Pablo Aguiar, engenheiro da empresa contratada pela Solatio para fazer a supressão vegetal da área, a limpeza está sendo feita com diversas medidas ambientais. “Dentre as ações utilizadas, estão o uso de sons para afugentar animais, paralisação imediata em caso de identificação de ninhos ou tocas ativas, preservação total de espécies ameaçadas (como aroeira e amburana), registro de todos os animais resgatados, coleta de mudas e preparo de viveiros para o remanejo adequado da flora, além do isolamento da área para proteger a população de qualquer tipo de acidente”, afirma.

Capacidade da usina

Com capacidade de geração de 3 GW por ano, a usina deverá gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos. A produção será voltada, principalmente, para os mercados da Europa e da Ásia, que apresentam crescente demanda por combustíveis sustentáveis. O projeto está alinhado à Missão 5 do programa Nova Indústria Brasil (NIB), que foca na bioeconomia, descarbonização e segurança energética.

A autorização para instalação na ZPE foi assinada em março deste ano pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A empresa também já recebeu a licença prévia da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).

Indústria em expansão

A indústria do hidrogênio verde é considerada uma das mais promissoras soluções para os desafios das mudanças climáticas, por ser baseada na produção de energia sem emissões de carbono, usando fontes renováveis. O hidrogênio pode ser armazenado e transportado em diferentes formas, como gás comprimido, líquido, amônia ou metano sintético