segunda-feira, janeiro 05, 2026

Empresário relata que turismo no Delta do Parnaíba não cresce mais por falta de mão de obra: “Preferem o Bolsa Família do que carteria assinada”

Um empresário identificado como André Luiz Lima, que atua em um passeio pelo Delta do Parnaíba há cerca de oito meses, corre o risco de acabar. O motivo é a falta de mão de obra no município de Ilha Grande do Piauí, que tem quase 10 mil habitantes.

Empresário André Luiz Lima, que atua no turismo do Delta do Parnaíba (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
A parte intrigante é que os desfalques podem estar acontecendo por dependência de benefícios como Bolsa Família e outros projetos assistencialistas.

A gente sempre vem tentando contratar, mas a gente não encontra porque estamos em Ilha Grande, de quase 10 mil habitantes, menos de 600 pessoas com carteira assinada. O restante vive de benefício. Bolsa Família, pesca e se assinar carteira eles perdem o benefício, então eles não querem trabalhar, comentou.

No vídeo, André Luiz também afirmou que não é contra os programas sociais, mas que os benefícios não podem se tornar prisões para os dependentes.

“É aí que a política do assistencialismo precisa ser revista. Não que não deva existir, sou a favor, desde que não seja uma jaula para que projetos como esse acabem. Não sei se consigo continuar isso sem mão de obra. Muita gente quer emprego mas poucas pessoas querem trabalho. Quanto mais pessoas recebem benefícios, mais pessoas na prisão assistencialismo e menos mão de obra para que o Brasil cresça”, concluiu.

Prisão voluntária

De acordo com dados de 2025, levantados pelo Poder 360, o Piauí continua entre um dos estados que mais depende do Bolsa Família, com cerca de 193 mil pessoas a mais recebendo dinheiro do programa social que em empregos formais. O estado fica atrás apenas do Maranhão e do Pará.

Os números atentam para a necessidade de se fazer empregos e oportunidades de carreiras, mas também diz muito sobre a disposição de parte predominantes dos piauienses a não buscar o próprio sustento. O progresso, nesses moldes, está mais para um sonho.

Por: Guilherme Freire | oitomeia

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