quarta-feira, janeiro 07, 2026

Desova de tartarugas marinhas no PI já soma quase 20 ninhos; saiba como ajudar

Foto: Reprodução / Tartarugas do Delta
A temporada 2026 de desova de tartarugas marinhas já começou com saldo positivo no litoral piauiense. Desde o início do período reprodutivo, em dezembro de 2025, cerca de 20 ninhos foram identificados nas praias da região, resultado considerado animador pelos responsáveis pelo monitoramento ambiental.

O acompanhamento ocorre diariamente e é realizado pelo Projeto Tartarugas do Delta, em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, com apoio da APA Delta do Parnaíba e da Eólica Pedra do Sal.

Foto: Reprodução / Tartarugas do Delta
Como os ninhos são identificados? 

Os registros acontecem a partir da observação de rastros deixados pelas tartarugas na areia, de flagrantes do momento da desova ou de comunicações feitas por moradores e frequentadores das praias. A participação da comunidade é considerada essencial para ampliar a proteção dos ninhos.

“Contamos com a ajuda de donos de bares e restaurantes, pescadores e pessoas que frequentam as praias. Sempre que alguém flagrar uma tartaruga ou perceber rastros, é importante avisar o Projeto para que possamos identificar o ninho e acompanhar o desenvolvimento”, explica Werlanne Magalhães, coordenadora do Projeto Tartarugas do Delta.

Cuidados ajudam a proteger as espécies

Para garantir a conservação das áreas de desova, os especialistas reforçam a necessidade de reduzir impactos humanos nas praias. Entre as principais medidas estão:

  • controle da poluição luminosa, que pode desorientar as tartarugas;
  • gestão adequada dos resíduos sólidos;
  • restrição do tráfego de veículos na faixa de areia.

Essas ações ajudam a aumentar as chances de sobrevivência dos filhotes e a manter o equilíbrio ambiental do litoral.

Como avisar sobre desovas? 

Quem identificar tartarugas, rastros ou ninhos pode entrar em contato com o Projeto Tartarugas do Delta (@institutotartarugasdodelta) pelo telefone (86) 9 9968-0197. A comunicação rápida é fundamental para o monitoramento e a proteção das espécies.

Por Izabella Lima | cidadeverde

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