segunda-feira, julho 20, 2020

Os três degraus. Obra mostra a história de Parnaíba nos primeiros anos do século XX

Igreja de São Sebastião foto dos anos 40

Baú das Recordações: Uma cidade em movimento, com seu porto, suas embarcações, os grandes comerciantes, as fortunas com a cera de carnaúba, a estrada de ferro, a guerra, o povo pobre das regiões mais afastadas, a busca por emprego nos primeiros anos do século XX e muito mais emoção contadas na série de contos intitulada Os Três Degraus, do jornalista Antônio de Pádua Marques e que já se encontra no meio do processo editorial para ser lançado no ano de 2021.
Navegação no Rio Igaraçu na primeira metade do século XX
Segundo Pádua Marques, a inspiração para este trabalho veio de uma sugestão, um pedido da professora Heidi Kanitz, atualmente terminando o doutorado em turismo na Universidade de Coimbra, Portugal, que tendo a carnaúba como elemento de seu trabalho de tese, pediu ao jornalista e escritor um conto sobre esta variedade de palmeira abundante nesta região. Feitos os dois primeiros contos logo veio a inspiração para os até agora trinta e seis que completam a obra.
Praça da Graça era dividida ao meio por uma rua de duas vias formando a Praça da Graça e Largo do Rosário 
O título do livro é o mesmo de um dos contos e mostra o universo de esperança de três rapazes, José Justino, Moisés e Aurélio, vindos de Brejo dos Anapurus, no Maranhão, tentar a vida em Parnaíba no início dos anos de 1940 tendo como cenário a construção da igreja de São Sebastião, as fábricas de sabão, beneficiamento de óleo e o comércio varejista. Serão amparados por uma conhecida que lhes dará abrigo e vai à procura de emprego pra os três.
Coreto no centro da Praça da Graça e antigo prédio do Banco do Brasil ao fundo.
“Foi um trabalho que me deu muito prazer, este de remexer e de certa forma dar movimento ao passado. A gente vai criando personagens comuns, mas ao mesmo tempo importantes pra narrativa, um jeito novo”, disse. Pádua Marques criou este modelo de dar protagonismo, voz e movimento ao homem comum deixando os chamados medalhões, os ricos, tão assediados pelos historiadores, de fora.  E assim foi sendo montada a obra.
Praça da Graça com o coreto rodeado de palmeira imperial. Percebe-se o Marco Zero próximo ao coreto. A praça era divida ao meio por uma rua de duas vias onde onde eram realizados os desfiles cívicos e desfiles de carnaval.
Rua João Pessoa, atualmente presidente Avenida Getúlio Vargas no início do século XX. Note a Casa Inglesa a direita
Fonte: O Piaguí Online | Edição: Jornal da Parnaíba

Um comentário:

Silva disse...

Que bom que ele publicará um livro falando de algo, que ao meu ver, é importante pra ele. Porém para escrever seu romance ele não precisa desmerecer os historiadores. A profissão já é tão desmerecida em seu ato, que qualquer um se acha no direito de exercer a profissão de historiador, mesmo sem ser. Como um jornalista se sentiria com um músico fazendo uma matéria e dizendo q ele faz melhor? Antes de falar ele poderia ler algum texto dos historiadores da cidade e depois ele poderia comentar, não é só ele que ver romance na pobreza.

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