Além de Suzane, outras detentas também deixaram o presídio para a saída
temporária, entre elas, Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada
Isabela Nardoni.
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Ana Carolina Jatobá e Suzane Von Richtofen deixam a penitenciária para o Dia dos Pais |
O Jurista Rogério Cury esclarece os fundamentos do benefício e destaca
dificuldades na vigilância dos presos.
Milhares de presos deixaram o sistema penitenciário, nesta semana para
a saída temporária em função do dia dos pais. Condenada a 39 anos de prisão por
matar os pais, Suzane von Richthofen deixou a Penitenciária Santa Maria
Eufrásia Pelletier, a P1 feminina de Tremembé (SP), nesta quinta-feira (9) para
a saída temporária de Dia dos Pais.
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Jurista Rogério Cury |
Muitos casos em que os presos fogem do sistema carcerário e cometem
crimes gravíssimos levam a sociedade e especialistas a questionar os critérios
desse benefício e a sua eficácia no processo de ressocialização.
Para o especialista em Direito Penal e sócio do escritório Cury &
Cury advogados associados, Rogério Cury, falta maior vigilância dos presos.
"Ele explica que o direito é importante para a reinserção social, mas há falhas
graves na concessão, que muitas vezes é feita sem a garantia de
monitoramento".
As saídas temporárias são realizadas tradicionalmente em seis ocasiões:
Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Finados e Natal / Ano
Novo. Elas duram até sete dias.
A saída é um benefício concedido aos presos do regime semiaberto que
tem bom comportamento.
Além de Suzane, outras detentas também deixaram o presídio para a saída
temporária, entre elas, Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada
Isabela Nardoni.
Por Márcio Santos | Edição: Jornal da Parnaíba
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