Direção do campus de Parnaíba diz que as afirmações
não são verdadeiras, e que uma reunião com o reitor Nouga Cardoso deve ser
realizada nesta semana.
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| Foto: Joilton Silva/Jornal da Parnaíba |
A Universidade Estadual do Piauí (UESPI), campus de
Parnaíba, distante cerca de 350km de Teresina, passa por problemas sérios em
relação a parte estruturante e em alguns cursos, principalmente os da área
da saúde.
De acordo com a diretora do campus, a professora
Rosineide Candeia de Araújo, o curso de Odontologia que funciona na FACOE - Faculdade de Odontologia e Enfermagem é um dos mais afetados com
a falta de material, mas, segundo ela, isso não tem prejudicado o calendário
acadêmico nem sido empecilho para a realização das aulas.
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| Alunos do curso de Odontologia são os mais afetados com os problemas |
"Nosso maior problema hoje é falta de
infraestrutura e de equipamentos em alguns cursos. Fizemos uma reunião na
semana passada e o próprio reitor esteve aqui para ver a necessidade e toda a
demanda do curso de Odontologia", disse.
A diretora reforça que a realização do curso não é
tarefa fácil, e que existe uma demanda grande por recursos financeiros.
"Existe uma necessidade grande de recursos, mas na medida do possível a
Universidade vem atendendo, é claro que precisamos de muito mais, mas a
administração superior já está ciente da situação", completa.
Nesta próxima semana, a direção da UESPI de
Parnaíba deve realizar uma reunião em Teresina, com o reitor Nouga Cardoso,
onde novas demandas, necessárias e urgentes, deverão ser apresentadas.
"Vamos buscar saber o que já está sendo providenciado, mas destaco que
esse é um problema antigo, que nós temos há muito tempo, mas, felizmente, o
reitor tem se sensibilizado e disse que irá nos ajudar", afirma.
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Professora Rosineide Candeia, diretora do
campus da
UESPI de Parnaíba
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PROFESSORES ARCARIAM COM RECURSOS PRÓPRIOS
Alunos do curso de Odontologia da instituição,
denunciaram ao O Olho que estariam comprando material para darem
prosseguimento nas aulas. O grupo disse ainda que professores estariam usando
recursos próprios para aquisição de material básico utilizado dentro da
sala de aula.
"Vimos a manifestação que foi feita em
Teresina por alunos de Odontologia da UFPI. Eles são nota 5 no Enade, mas nós
somos 4, e olha que compramos quase tudo aqui. Compramos resina de R$ 200 para
realizar restauração em dentes de pacientes, compramos luva, máscara, gorro,
papel para enxugar as mãos, entre outros", denunciam.
"Professores não tiram do próprio bolso. Ainda
não chegamos a essa situação. Se já ocorreu foi por livre e espontânea vontade
do professor ou aluno, mas não temos conhecimento. Até porque se soubéssemos
disso, as providências já estariam sendo tomadas, porque eles não têm obrigação
de fazerem isso", rebate Rosineide Candeia.
FALTA DE
PROFESSORES TAMBÉM NÃO PROCEDE
Ainda na denúncia do grupo, a informação de que
algumas disciplinas estariam atrasadas devido à falta de professores, seria outro
problema. Em decorrência disso e da falta de material, o calendário acadêmico
estaria sendo prejudicado e provocando atrasos no andamento dos cursos.
"Déficit de material não atrapalha no
calendário acadêmico. O curso de Odontologia continua dentro da regularidade,
com os atendimentos e professores presentes. Alguns estavam afastados para
doutorado, mas já voltaram. Temos alguns professores temporários, inclusive
nesse último seletivo uma vaga foi direcionada para esse campus. O curso segue
dentro da normalidade", lembra.
Atualmente, grande parte dos alunos do campus são
oriundos de cidades do interior do Estado. Após adesão da instituição ao Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), o número aumentou consideravelmente.
"Hoje a maioria dos nossos alunos são de
outras cidades. Nossa demanda maior é em relação aos cursos da área da saúde,
principalmente de Odontologia. Licenciaturas e bacharelados a demanda é menor,
e por isso, os recursos necessários são menores", finaliza.
Edição do Jornal da
Parnaíba
Por: Manoel José/O Olho



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