Que o escândalo monstruoso e tsunâmico da Petrobras
acorde de uma vez por todas a nação brasileira (o gigante adormecido já mostrou
o seu poder): "cassação já" dos políticos envolvidos e a reforma
política imediata, nela incluindo, dentre tantas outras ideias, (1) o fim da
reeleição para cargos executivos e (2) o fim do político profissional (limite
temporal para cargos legislativos - veja nosso site fimdopoliticoprofissional.
Com. Br). O que menos importa, agora, caro leitor, é sua classe social, cor, procedência,
filiação ou preferência partidária ou ideologia. A hora é de união ampla, geral
e irrestrita, de todas as categorias (trabalhadores, estudantes, funcionários
públicos, professores, comerciantes, industriais, executivos, donas de casa,
aposentados etc.). A hora é de expressar nossa indignação e, mais do que isso,
promover ações (ações já!). Os protestos (nas redes sociais ou mesmo os das
ruas) geram poucos frutos quando não têm objetivo certo ou carecem de
interlocutores que canalizem os anseios da população. Precisamos nos manter
vigilantes e, mais que isso, atuantes, todos juntos, para que possamos nos
orgulhar do Brasil, como um país democrático e sustentável. É preciso que o
mundo saiba que aqui também vigoram princípios e valores decentes, que vergonhosamente
não estão sendo seguidos (em geral) pela classe política e seus financiadores,
que carecem de uma pronta e imediata profilaxia. É uma questão de honra (e de
prevenção de novos delitos) não deixar que os envolvidos no escândalo da
Petrobras exerçam seus mandatos. Sem pressão popular, no entanto, ninguém vai
ser cassado!
03. Que a nossa não continue sendo uma sociedade
comandada por malandros e vigaristas que vivem sob o império de uma organização
criminosa que estamos batizando de P6 (Parceria Público/Privada para a Pilhagem
do Patrimônio Público). Que não seja uma sociedade sempre na iminência de uma
governança estruturada de acordo com a Máfia Siciliana, onde as cartas são
dadas pelo poder econômico corrupto, que "compra" (sob o manto de uma
discutível legalidade) o mandato dos parlamentares (financiando suas caríssimas
campanhas eleitorais - as mais caras do mundo, dizem). Que não seja uma
sociedade de descrentes, que não confiam nas instituições, sempre omissas ou
morosas, demonstrando conivência com os poderosos de plantão, que mandam e
desmandam a seu bel prazer, com a garantia da odiosa e repugnante impunidade.
Que a todos sejam garantidas as liberdades civis, sociais e políticas, a
liberdade de iniciativa, assim como um ambiente favorável para o florescimento
do empreendedorismo honesto e regular. Que o "corrompreendedorismo"
(Bucci) seja eliminado do nosso horizonte mercadológico (que gera prejuízos
incalculáveis para o crescimento do país e moralização dos seus costumes).
04. O "recall" (recolhimento de um
produto com defeito) no campo político significa o povo "deleger" um
político eleito que se mostra corrupto ou incompetente, no exercício do seu
mandato, tão logo se constate (com direito de defesa, claro) a corrupção ou a
inapetência para o cargo público (quem tem o poder de eleger tem que ter também
o poder de deseleger). Não existe o "recall" no Brasil (na área
política). A urgência dos seus profiláticos efeitos, no entanto, nos obriga a
forçar (pressão popular) a cassação imediata de todos os políticos envolvidos
no escândalo da Petrobra$ (que já está revelando provas suficientes contra
vários deles). Essa cassação, em nome da moralidade pública e da preservação da
democracia, só pode ocorrer pelo próprio Parlamento, que precisa se livrar (o
mais pronto possível) pelo menos dos corruptos do caso Petrobra$. Isso já seria
um bom começo. Às ruas, brasileiros! Esse movimento, sem nenhum tipo de
violência e de retrocesso democrático, tem que se espalhar por todo país.
Por professor Luiz Flávio Gomes
Da redação do Jornal da Parnaíba

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