segunda-feira, setembro 22, 2014

Procurador pede agilidade no Caso dos R$ 180 mil

Procurador Kelston Lages pediu informações sobre origem do dinheiro. A Coluna de Cláudio Humberto: empresa contratada pelo BNB seria fonte dos R$ 180 mil. Colunista diz que Ministério Público da BA chegou à origem do dinheiro apreendido. É dinheiro público.

O procurador do Ministério Público Federal do Piauí Kelston Pinheiro Lages pediu agilidade à Procuradoria da República de Barreiras (BA), na investigação da procedência dos R$ 180 mil apreendidos no último dia 11 de setembro com o servidor do Senado Federal José Martinho Ferreira de Araújo. Kelston Lages, que atua como procurador regional eleitoral, pediu informações à polícia e ao Ministério Público Federal da Bahia sobre o caso para acompanhar o desdobramento das investigações.

O inquérito sobre a apreensão dos R$ 180 mil foi entregue na sexta-feira passada pelo delegado Francisco Carlos de Sá, da 1ª Delegacia de Polícia de Barreiras, ao Ministério Público Federal, sem relatar a origem do dinheiro. O procurador João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, da Procuradoria da República de Barreiras, é quem está à frente do caso. "Já entrei em contato com o procurador João Paulo pedindo agilidade no rastreamento do dinheiro", disse Kelston Pinheiro Lages ao Diário do Povo.

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O MPF e a Polícia Federal estão apurando de onde saiu o dinheiro, a quem pertence e a que se destinava. No momento da apreensão, José Martinho disse que os R$ 180 mil eram dele e seriam utilizados na compra de uma fazenda no interior do Piauí, mas não soube explicar a origem do dinheiro. Segundo o procurador Kelston Lages, como o motorista do carro, Paulo Fernando de Sousa, foi preso com uma carteira de habilitação falsa, o rastreamento do dinheiro pode apontar outros delitos, como lavagem de dinheiro.

 "Houve um crime, que foi o uso do documento falso; o rastreamento pode caracterizar mais crimes, como lavagem de dinheiro", explicou Kelson Lages. Ele ressaltou que está em constante contato com a Bahia atrás de informações sobre o caso. José Martinho de Araújo é primo do senador Wellington Dias, candidato ao governo do Piauí pelo PT, e trabalha no gabinete dele no Senado Federal como motorista.

 O dinheiro estava sendo transportado em notas de R$ 100,00, no fundo do banco traseiro de um carro que viajava de Brasília com destino ao interior do Piauí. O carro era dirigido por Paulo Fernando de Sousa, que apresentou carteira de motorista falsa e foi preso. O rapaz foi solto no sábado, dia 13. No dia da apreensão, José Martinho Ferreira de Araújo afirmou que a quantia seria usada para a compra de uma fazenda no Piauí e que o caso não há relação alguma com Wellington Dias. Ele permaneceu detido na delegacia de Barreiras por cerca de quatro horas.

Em nota, ainda na noite do ocorrido, o senador Wellington Dias esclareceu que não tem qualquer relação com o fato envolvendo José Martinho Ferreira de Araújo. Confirmou que o motorista trabalha no gabinete dele, mas disse que ele se encontrava de férias das suas funções e estava em viagem pessoal.


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Com informações do Diário do Povo do Piauí

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