terça-feira, novembro 19, 2013

Depois de 30 anos, Salão Internacional de Humor do Piauí se reinventa

Em sua 30º edição, o Salão já passou por altos e baixos e hoje se apresenta em um novo cenário.

No ano de 1981, a ideia de criação do 1° Salão de Humor do Piauí nasceu de uma conversa descontraída em uma mesa de bar entre Kenard Kruel, José Elias Arêa Leão, Albert Piauhy e amigos, no humilde e boêmio “Bar da tia Ana”, que ficava na esquina das ruas Coelho de Resende e Eliseu Martins, no centro de Teresina.

Éramos, os dois, eu e Kenard, funcionários da Fundação Cultural do Piauí, tínhamos, portanto o poder da entidade do governo. Levamos o sonho, já com vários detalhes, para o Secretário de Cultura, professor Wilson Brandão. O professor, com aquela peculiar prudência, pediu para que organizássemos um projeto com uma justificativa bem elaborada e já com uma previsão de custos. E, mesmo assim, a realização do primeiro Salão foi dificílima, porque não tínhamos nada, contávamos com a boa vontade do Dr. Wilson Brandão”, lembra José Elias, um dos organizadores do 1º Salão de Humor do Piauí.

O Salão surgiu como uma forma de preencher um vazio cultural e estimular o estudo da arte no Piauí. Para o presidente da Fundação Nacional de Humor, Albert Piauhy, o Salão nasceu da “necessidade que tínhamos, como ainda hoje temos, de escolas de arte para formar novos artistas, uma vez que todos éramos autodidatas, com exceção do Afrânio Castelo Branco. Ele nasceu mais de uma vontade de desenvolver o Piauí via arte e cultura”.

A organização do 1° Salão foi às pressas, já que o Secretário de Cultura Wilson Brandão deixaria o cargo para disputar as eleições para a Câmara Estadual. José Elias e Kenard elaboraram rapidamente o regulamento, convites, programação, divulgação e começaram a busca por patrocínios. “O primeiro troféu do salão de humor é meu, fui eu quem criou. Era um palhacinho”, conta José Elias.


Edição do Jornal da Parnaíba | Por: Claryanna Alves-Capital Teresina

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