Neste domingo (17), Parnaíba, no litoral do Piauí,
se despede do 30º Salão Internacional de Humor. Desde quarta (13), o evento
ofereceu aos parnaibanos, e pessoas vindas de todos os lugares muita arte,
cultura e humor.
Além da exposição caricaturas, charges e cartoons de artistas
de várias partes do mundo, o Salão também ofereceu oficinas, apresentações
musicais, atividades lúdicas para crianças, bate-papos literários e confecção
de caricaturas ao vivo. Neste domingo, o Salão encerra sua jornada em 2013 com
atividades no Castelo de Tór, a partir das 17h30 com atividades com as
crianças. Na Praça Mandu Ladino haverá ainda apresentações musicais, exposições
e caricaturas ao vivo. No Porto das Barcas o evento será encerrado com
apresentação das bandas de Rock no Espaço Zé de Maria.
A semana na cidade de Parnaíba começou com oficinas
em locais distintos da cidade. Na Universidade Federal do Piauí e na Faculdade
Internacional do Delta, os artistas convidados ministraram oficinas com
diversos temas: técnicas de desenho, iniciação à arte fotográfica, técnicas de
percepção e observação para caricatura, confecção de textos, rimas para
cordéis, entre outros.
O Castelo de Tór foi o espaço de diversão das crianças
nos turnos da manhã, tarde e noite. O lugar, que se parece com um castelo
encantado, proporcionou oficinas de desenho, pintura e atividades lúdicas, como
brincadeiras e jogos.
A pintura de rosto era uma das atividades de maior
procura pelos pequenos. Além da visitação para a comunidade em geral, o Salão
contou com a parceria da Prefeitura de Parnaíba que ofereceu ônibus para levar
alunos da rede pública para participarem da oficina. Os alunos de Serviço
Social da Faculdade Internacional do Delta e os alunos de Biologia, Pedagogia e
História foram os voluntários que tornaram esta atividade possível e agradável.
No Teatro Saraiva, houve oficinas de dança moderna
e consciência vocal. O coordenador das oficinas neste local foi o ator, diretor
de teatro e de cinema, Joaquim Lopes da Silva. Ele, que é formado em
Cinema, Rádio e TV pela UnB e em Jornalismo pela Universidade Católica de
Brasília, acredita que a realização do Salão Internacional de Humor é um grande
marco para tornar Parnaíba uma cidade cultural, a capital da cultura no Piauí.
“O público gostou, as pessoas carecem de eventos como este muito mais vezes,
num processo contínuo e permanente.”
Joaquim Silva revela ainda que vê no Salão
uma oportunidade de reunir várias faces da cultura em um só lugar e de forma
gratuita para a população, mas faz a ressalva de que é necessário mais
investimento no evento pelos governos estadual, municipal e federal, além do
investimento das empresas com marketing cultural. “O salão não é só uma mostra
de cartoon, mas um evento que contempla vários segmentos da arte em um só lugar,
em vários lugares para facilitar o acesso à população. A participação do
público deveria ser maior, mas a falta de recursos e a falta de transporte
público na cidade ainda é um agravante para as pessoas que não possuem meios
para se locomoverem”.
A música permeou o salão em vários pontos. A noite
começava ao som do Chorinho, no Palco Anchieta Correia. O palco recebe este
nome em homenagem ao visionário, que morreu em janeiro deste ano, aos 83 anos
de idade. Anchieta foi o fundador da Empresa de Turismo no Piauí, além de ter
passado toda a sua vida trabalhando em secretarias de cultura no Piauí e em
Recife. No palco que homenageou o homem do turismo com a apresentação de um
grupo especialmente formado para o Salão Internacional de Humor, todas as
noites os participantes do Salão se deliciaram ao som de Chorinho, tocado por
um grupo especialmente formado para o Salão Internacional de Humor.
A ideia surgiu porque o organizador geral do
evento, Albert Piauhy, não queria trazer artistas de outras localidades para o
evento, ele queria artistas da terra para animar as pessoas. Foi aí que o
maestro Clécio Albuquero reuniu músicos de várias bandas, com repertório
delicadamente escolhido para iluminar o fim de tarde na Praça Mandu Ladino. A
empreitada deu certo e logo após o evento os músicos querem fundar o Clube do
Chorinho na Cidade de Parnaíba. Clécio diz que o público gostou tanto da
iniciativa que já houve seis convites para que o grupo se apresente em outros
lugares.
A MPB tomou conta do Palco Ana Fonteneles, uma
grande música nascida em Parnaíba que fez sucesso no Brasil e no exterior. Ana
mudou-se para o Ceará e lá fez parcerias com vários artistas, e o primeiro LP
da cantora veio em 1090, misturando vários ritmos, como baião, maxixes, tango e
blues. Em 1995, Ana mudou-se para Nova York onde se dividiu entre a música e o
trabalho em uma agência de turismo. Lá, se apresentou em bares frequentados por
apreciadores da música brasileira. Ana faleceu aos 45 anos, em 2004. Notícia
nos jornais do Nordeste na época em que Ana nos deixou, o mundo ficou sabendo
que perdemos uma das mais ecléticas e famosas intérpretes, nascida em Parnaíba,
Piauí.
O palco das bandas de Rock no Porto das Barcas
recebeu o nome de um grande artista da terra. Funcionário público, Zé de Maria
é conhecido pela cidade de Parnaíba por ser um dos maiores agitadores
culturais, artista plástico e às vezes de cantor. Ele já dividiu o palco com o
cantor Teófilo Lima em um evento também criado por ele para resgatar o blues e
a MPB no cenário local. No ‘Butiquins e Blues’, Zé de Maria solta a voz e
consegue arrancar aplausos e boas risadas do público. Nesta semana várias
bandas de rock de Teresina e de Parnaíba agitaram o público nos prédios antigos
do Porto das Barcas, um point artístico, turístico e cultural muito visitado
pelos moradores locais e por todas as pessoas que vêm a Parnaíba para lazer ou
passeio e para o Salão Internacional de Humor.
Jornal da Parnaíba | Por Larissa Cavalcante / Iane Silva | Fotos
Iane Silva







Nenhum comentário:
Postar um comentário