domingo, dezembro 09, 2012

O que temos de diferente do Ceará

Ditalpi - Biofrutas
Então o que separa o Distrito de Irrigação dos Tabuleiros Litorâneos do Piauí (Ditalpi) do Distritos Irrigados Baixo. Acaraú (DIBAU), além dos 300 km de distância? Alguns detalhes. Apesar da reconhecida capacidade empreendedora dos irrigantes e empresas hoje instaladas nos Tabuleiros Litorâneos, o Estado, no sentido mais amplo da palavra, continua com uma tímida presença. O acesso ao crédito bancário por essas bandas é tão difícil que desanima qualquer empreendedor acostumado com a questão e espanta de vez qualquer neófito. No baixo Acaraú o Banco do Nordeste, por exemplo, já aportou de 2001 a 2011, algo em torno de 58 milhões de reais em financiamentos para irrigantes empresariais, técnicos e pequenos produtores. Ou seja, R$ 18.125,00 por hectare cultivado, um valor bastante razoável para a fruticultura irrigada.

No Tabuleiros Litorâneos, com regularização fundiária plena, com predominância de fruticultura orgânica com contrato (uma raridade nesse meio), parceria com diversas instituições públicas e privadas, esse valor chega na casa de 1,5 milhões, ou seja, R$ 2.500,00 por cada hectare cultivado. As regras são as mesmas, o banco é o mesmo, as culturas são as mesmas, os solos são os mesmos, as chuvas são as mesmas, a velocidade dos ventos é a mesma, a altitude é a mesma. Como pode o dinheiro, mola propulsora de qualquer processo de crescimento econômico, ser utilizado no Ceará e no Piauí ficar estocado pela mesma instituição? Estamos satisfeito com nossos indicadores sociais e econômicos? Estamos vivendo o pleno emprego?

Boa parte dos empreendedores dos Tabuleiros Litorâneos tem que se virar nos agiotas para tocarem suas plantações, ao mesmo modo dos produtores de café do século XVIII, a juros exorbitantes e comprometendo a viabilidade do negócio e fazendo com que nossos vizinhos cearenses ocupem o espaço que estamos deixando vazio. É preciso que, de forma rápida, se remova as “forças ocultas” que impedem igualdade de condições e ações no acesso ao crédito. Temos numa direção do Banco do Nordeste um legítimo parnaibano, o Dr. Luis Carlos Ewerton, comprometido, desejoso de mudança, há . importante esforço de agentes locais, mas as coisas não andam. Os números falam por si e demonstram que há muito mais coisas que nos separam que esses 300 km.

Por Josenilto Lacerda Vasconcelos
Eng. Agrônomo, Irrigante nos Tabuleiros Litorâneos
Edição do Jornal da Parnaíba
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8 comentários:

Anônimo disse...

A sanagem e tremenda. Parece que tem alguem contra a o desenvolvimento de nossa cidade.


Ou a gente se une e tenta derrubar isso ou a gente vai continuar vendo o jovens migrando para Sao Paulo e Brasilia.


Anônimo disse...

Sera que o Florentino nao vai fazer algo para melhorar os tabuleiros litoraneos. Nao podemos ficar no atraso.

Com seu toque picante, ela realça o sabor de receitas culinárias e já é usada até como planta ornamental. A pimenta tem mercado garantido em todos os continentes. No Ceará, é um investimento com retorno certo para famílias da Região Norte do Estado

http://www.youtube.com/watch?v=PC19UNCijz0

Uma cidade universitária, impulsionada pela indústria. A expansão de Sobral é registrada hoje em todos os setores. No imobiliário, esse crescimento aqueceu o mercado e transformou a cidade num verdadeiro canteiro de obras. As construções já avançam por outros territórios

http://www.youtube.com/watch?v=7Sbp39rdkdk

Anônimo disse...

Com o tema Demografia, o material responde perguntas como: Quantos somos? Onde vivemos? Que grupos etários mais crescem no estado? Como estão os principais índices sociais como escolaridade, mortalidade infantil, taxa de imunização e expectativa de vida?

http://www.youtube.com/watch?v=C8QOm2jWjEI

Anônimo disse...

O que e agronegocio?

Agronegócio é toda relação comercial e industrial envolvendo a cadeia produtiva agrícola ou pecuária. No Brasil o termo agropecuária é usado para definir o uso econômico do solo para o cultivo da terra associado com a criação de animais.[1]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agroneg%C3%B3cio

Anônimo disse...

Parnaiba nao e so turismo. A PHB e turismo, servicos ( educao e saude), agronegocio e industria. Isso e a PHB.

Anônimo disse...

O que fazem os agronomos que se formam em PHB todos os anos. Nos temos esses tabuleiros litoraneos.

Anônimo disse...

Incentivados pela atenção que o Governo do Estado lhes tem concedido nos últimos anos, os empresários cearenses do agronegócio começam, agora, a investir também na pesquisa científica. Exemplo: a empresa Itaueira, que produz e exporta melão na região do Baixo Jaguaribe e no Baixo Acaraú, já desenvolve, com a empresa Ozonorte, uma pesquisa para ampliar a vida útil de suas frutas, livrando-as de fungos. A mesma pesquisa será feita também em empresas da floricultura, como a Cearosa, de São Benedito, na Ibiapaba, que é a maior exportadora de rosas do Brasil.


Fonte: Blog do Erasmo Andrade

Leia mais no site do autor deste artigo: http://www.oacarau.com/2010/08/baixo-acarau-agronegocio-no-ceara.html#ixzz2EakEPZn7
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Anônimo disse...

E verdade Josenilton. O credito e muito importante. Ter acesso ao credito tem feio Brasil que crescer porque com o credito a gente pode investir em algo.

Como vou investir em algo se nao tenho dinheiro suficiente e nem credito???

O video abaixo mostra o que o acesso acredito tem feito no Brasil.

http://www.youtube.com/watch?v=uQWoS4gJHoc