sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Professores contratados do Estado são ameaçados em Parnaíba

Professores em greve fazem manifestação na Praça da Graça
Os professores contratados pela Secretaria Estadual de Educação em Parnaíba estão sendo ameaçados para não aderirem à greve da categoria, caso contrário não terão seus contratos renovados.


"Nós tivemos o contrato vencido em dezembro; não recebemos dinheiro em janeiro, fica difícil não ceder às pressões", declarou uma professora, durante manifestação dos servidores da educação nesta sexta feira, na Praça da Graça. Ela lembrou que a necessidade do salário é que está obrigando alguns a não acompanharem o movimento reivindicatório da categoria e por isso pretendem furar o movimento voltando segunda feira para a sala de aula.

"O Átila Lira está ameaçando cortar o ponto dos grevistas,mas ele não pode fazer isso, uma vez que o professor não está se negando a repor as aulas perdidas por conta do movimento. Primeiro o governo terá que negociar com a categoria", disse a vice-presidente do SINTE- Piauí, Zeneide Machado, lembrando que o secretário de Educação, Átila nunca foi servidor público, é empresário da educação, dono de escolas particulares, além de estar satisfeito demais com o aumento que teve de mais de 60 por cento, como deputado federal.

Adesão em Parnaíba

Segundo a presidente do SINTE- Parnaíba, Nádia Araujo, hoje a adesão dos professores ao movimento de paralisação é de 90 por cento, tanto em Parnaíba como nos municípios vizinhos. Em Parnaíba apenas 3 escolas não aderiam 100% ao movimento: A Escolinha de Aplicação, Unidade Escolar João Silva Filho e Ozias Correia. "Lá ainda funciona no período da noite, mas estamos tentando sensibilizar os professores, pais e alunos da necessidade de todos fortalecerem nossa luta", disse Nádia.Segundo ela, o movimento nas ruas ainda é acanhado, como sempre foi, mas a paralisação nas escolas é total.

Nesta sexta feira,às 9 horas da manhã, uma equipe do Sindicato dos Professores vai estar em Luis Correia, numa manifestação na Praça ´Núbia Suely, para sensibilzar a comunidade para a seriedade da paralisação.

Secretário não vê motivos

Segundo a presidente geral do SINTE, professora Odeni de Jesus, o secretário Átila Lira disse que não vê motivo para greve, mas ela questiona: afora a implantação do valor do piso salarial, já definido pelo MEC, e que o governo do estado não implantou, por que não é regularizada, por exemplo, a jornada de trabalho do vigia, que pela lei é de 12 horas por 36 e eles estão trabalhando 24 por 42 horas? E quantos alunos o ano passado não ficaram sem professores em algumas disciplinas até o final do ano? "Não deve o Átila culpar a categoria pelo insuceso da educação pública do Piauí", disse.

A cobertura do movimento

Alguns comentavam hoje, na praça da Graça, durante o movimento feito pelos trabalhadores em educação:"Se fosse uma greve de professores do municipio aqui estaria repleto de meios de comunicação e as críticas ao Zé Hamilton seriam as piores possíveis"(Só tinha o proparnaiba.com). A propósito,a professora Zeneide Machado informou: o valor do salário de um professor de 20 horas/aula no município hoje equivale ao valor de um professor do Estado 40 horas/aula.

O secretário Átila acha que os professores deveriam dar mais um tempo ao governador que está começando agora. Esquece-se o deputado que Wilson Martins é governador desde abril do ano passado, fora os 3 anos de 3 meses em que foi vice- de Wellington Dias A greve só não ocorreu o ano passado, segundo os professores, por conta das eleições "e não queríamos prejudicar o ano letivo".

Edição: Jornal da Parnaíba
Bernardo Silva/Proparnaiba

Um comentário:

bio em FOCO disse...

A educação e a saúde são a prioridade de um governo sério.

Não é possível que o nosso ilustríssimo governador não estar vendo que a educação e a saúde do estado estar doente(e pelo visto uma parte da impressa também...).
Alguns dos nossos recém formados estão indo dá aula no Maranhão, pois, algumas cidades, pagam mais com relação, principalmente ao nosso estado.

"Pelo menos esta culpa (ter votado no Wilson Martins) não levarei para o tumulo".