Os prefeitos de municípios atingidos pelas chuvas no Piauí temem a perda de prazo para a reconstrução das cidades atingidas. De acordo com o prefeito de Cocal, Fernando Sales informou que os decretos de emergência, que permitem que as obras sejam realizadas sem licitação e com maior agilidade, devem perder a validade dentro de um prazo de 3 meses. "Se as obras não estiverem concluídas neste período ficará mais difícil para o Governo e para as prefeituras realizarem as obras porque aí o processo se torna mais burocrático", informou o prefeito.Além da cidade de Cocal, que tem situação mais grave por conta do rompimento da barragem de Algodões, outros municípios como Esperantina, Barras, Batalha, Buriti dos Lopes, Luís Correia e outras tiveram estragos em estradas, casas, pontes e prédios que foram destruídos pela força das águas da chuva. Ao todo 109 municípios do Piauí decretaram estado de emergência. Na maioria dos municípios os maiores problemas dizem respeito às estradas ligando a zona urbana a zona rural bem como os trechos de estradas que ligam os municípios.
Em Cocal a reconstrução das casas já foi iniciada, segundo o prefeito, os recursos do Governo Federal não serão repassados para as prefeituras. Em Cocal serão gastos R$ 6,8 milhões, sendo que R$ 3 milhões são destinados a reconstrução de estradas e R$ 2 milhões para pontes e o restante do recurso para a reconstrução das casas atingidas. As obras serão executadas em regime de consórcio pelas prefeituras, "as prefeituras indicam o mapa do que deve ser reconstruído e o governo fará a obra", informou Fernando Sales.
Diário do Povo / PI
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