sábado, julho 11, 2009

Graves denuncias de irregularidades na penitenciária de Parnaiba

Graves denúncias de irrigularidades na Penitenciária de Parnaíba, Dr. Fontes Ibiapina.
Os presos são obrigados a trabalhar, sem remuneração e com obrigação de produção, numa horta que existe no presídio, só que não está sendo usada para ao fim a que foi destinada e hoje, no local, só é cultivado capim que está servindo apenas para alimentar o gado do gerente do presídio, capitão Reis.
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Segundo a denúncia, os detentos são obrigados a trabalhar na horta que está servindo apenas para maquiagem e que lá existe uma determinação de cota diária de encher de capim 15 sacos de náilon para levar para a fazenda do gerente Reis, na localidade Lagoa da Prata, a 20 km de Parnaíba.
O capim seria transportado em carros oficiais pelo sargento Serejo e o motorista Bernardo que trabalha no Grupo de Escolta Fontes Ibiapina (GEFI), que são da confiança do gerente. Na denúncia, os agentes informam que a estrada que vai para a fazenda do diretor do presídio é de difícil acesso e os carros oficiais quando vão levar o capim, sempre retornam com problemas (defeito mecânico).
Preso é quem fica com a chave do depósito de alimentos

Os agentes penitenciários quando estão de plantão durante 24 horas, que na hora do almoço, desejam comer um ovo, são obrigados a se humilhar ao detento Fernando José Fernandes que é o responsável pela chave da porta que dá acesso ao depósito de alimentos. Os agentes tem que pedir a chave ao preso para poder pegar um ovo.
O presidiário Francisco de Paulo é o responsável pela padaria e pela distribuição do material de higiene que a secretaria de Justiça encaminha para o presídio Juiz Forte Ibiapina.Os agentes penitenciários, na denúncia encaminhada ao GP1, relatam ainda que o gerente do presídio, capitão Gerson Reis puniu, há um ano atrás, o detento conhecido por Leãozinho, simplesmente porque o preso disse que iria encher de capim, só dez sacos. O capim seria destinado ao gado de Reis. Os detentos que trabalham na horta que estaria servindo de maquiagem, não recebem nenhum centavo pelo serviço.
Desvio de conduta
Conforme ainda a denúncia, o gerente da penitenciária, estaria praticando crime de improbidade administrativa com desvio de conduta. O servidor serviço prestado, José Silvino da Silva, considerado o braço direito do gerente Reis tem várias atribuições no presídio. Apesar da Secretaria de Justiça ter determinado que só servidor concursado possa exercer funções gratificadas, o servidor serviço prestado José Silvino da Silva vem acumulando ilegalmente na penitenciária, a chefia de grupo e chefe de disciplina, além de ser responsável pela manutenção do presídio e ainda auxílio do “Rancho”. Os agentes afirmam que as denúncias podem ser comprovadas através da escala de plantão.
Denúncia grave
Outra denúncia grave feita pelos agentes penitenciários, é que José Silvino da Silva empresta dinheiro ao gerente da penitenciária, capitão Reis e por isso, goza dos privilégios com o gerente. O agente penitenciário Ernani Bacelar teria se recusado a emprestar dinheiro para o gerente Gerson Reis e por isso, não teria sido mais convidado para ajudar na administração da penitenciária. O agente Antônio Erivan Paixão teria emprestado dinheiro ao gerente Reis e para não ficar no prejuízo, teve que receber como pagamento do débito uma geladeira, uma cama e um colchão.
Outra irregularidade denunciada, é que o gerente Reis dispensa dos plantões de 24 horas, o agente penitenciário Fabrício James Carneiro, que na escala de serviço é o responsável pelo “Rancho” e sempre não comparece aos plantões e continua recebendo gratificações de extraordinário e adicional noturno.
Segundo os denunciantes, o agente não comparece aos plantões porque a mulher dele (agente) tem uma casa de ração que fornece ração para o gado do gerente do presídio. Fabrício foi diretor da Penitenciária de Esperantina-PI, durante dois anos, de onde teria sido afastado, por denúncias de irregularidades, e, ainda hoje, estaria respondendo a processo administrativo.
De acordo ainda com os agentes que trabalham na Penitenciária de Parnaíba, o capitão Reis teria vendido alimentos destinados ao presídio, alegando que era para comprar um aparelho de ar condicionado para a penitenciária, e isso até hoje, não aconteceu. Os agentes que pediram para manter seus nomes sob sigilo informaram que todas as denúncias podem ser comprovadas nas escalas de plantões, vídeos e testemunhadas por todos que tiram plantão 24 horas naquele presídio e querem providências urgentes por parte do Governo do Estado, no sentido de que mande apurar todas as irregularidades denunciadas, através do Portal GP1.
Fonte: gp1

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