quinta-feira, junho 04, 2009

José Nelson fala de traições na Academia Parnaibana de Letras


Por ser o candidato mais velho e de acordo com os estatutos da instituição, quem deveria assumir a cadeira no 8 da Academia Parnaibana de Letras seria o professor José Nelson de Carvalho Pires, que concorreu com o poeta Diego Mendes Sousa e ambos obtiveram 10 votos, cada. Mas José Nelson não quis, deixando a vaga que pertenceu ao ex- governador Chagas Rodrigues para o seu concorrente, de apenas 23 anos de idade.


Em carta endereçada ao presidente da APAL, Renato Bacelar, o professsor José Nelson fala de sua decepção e de supostas "traições" de que teria sido vítima. Na carta o professor afirma que "nunca tive a menor intenção de disputar ou mesmo participar de qualquer agremiação social por ter medo do próprio ser humano, pois sou de uma época em que a palavra empenhada era símbolo de honestidade". E mais adiante afirma: " (...) fiquei sabendo que o ser humano ainda não conseguiu mudar o tempo, mas o tempo faz o ser humano mudar, dependendo do interesse de cada momento em que ele vive, sobretudo no meio social. Como não consigo aceitar viver ao lado de pessoas que, pessoalmente, por duas vezes, em dias diferentes, prometeram votar em mim e votaram no meu concorrente, solicito devolver todos os documentos e demais papéis que foram entregues para disputar tal cadeira, para que ele, Diego, sendo jovem e idealista, sirva-se de tal título para se apresentar socialmente e conquistar o seu futuro".

O professor José Nelson não é o primeiro que questiona a fidelidade de acadêmicos que se comprometem a votar em determinado candidato e depois, "milagrosamente", mudam de ideia  O professor Antônio Gallas também saiu recentemente de um embate parecido e nos confidenciou que a decepção que teve com algumas pessoas foi maior do que a vontade de voltar a concorrer a uma vaga na APAL. Prefere continuar sendo um simples mortal. A imortalidade parece custar caro demais.

Bernardo Silva - Portal Delta

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