quinta-feira, junho 04, 2009

Governo do PI tem prejuízo de R$ 15 milhões com queda do FPE e adia pagamento dos servidores

O Estado do Piauí está amargando um prejuízo de mais de R$ 15 milhões a cada mês em decorrência da queda do FPE (Fundo de Participação do Estado). Isso foi que levou o governador Wellington Dias a não conceder o aumento do Plano de Cargos e Salários para seis categorias de servidores. O governador reuniu os representantes dos auditores fiscais e mostrou que o Estado perdeu R$ 60 milhões do FPE no primeiro quadrimestre. Alguns pagamentos estão sendo adiados por falta de dinheiro, porque se aumentar a despesa inviabiliza a gestão do Estado.
A arrecadação própria aumentou em 11,5%, mas isso corresponde a cerca de R$ 12 milhões. O Governo está no limite do cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O governador informou aos auditores fiscais que conseguiu um repasse de R$ 30 milhões diretamente com o presidente Lula e é isso que vai possibilitar antecipar o reajuste do PCS sem incorrer em descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). "Este dinheiro é um socorro que o Governo Federal está dando aos estados para compensar as perdas financeiras em função da crise", explicou o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais, Felipe Salha.
Felipe Salha foi o encarregado de levar as informações às outras categorias. Ao analisar os números, os servidores constataram que o Governo está com a corda no pescoço. Os recursos não são suficientes para fazer frente às despesas do Estado. Muitos pagamentos estão sendo adiados por falta de dinheiro.
Os auditores e os fazendários analisaram os dados financeiros do Estado e constataram que a situação não é nada boa. "O Estado passa por um momento difícil e não tem como pagar o que está comprometido. O quadro que vimos é muito ruim e teve várias quedas", adiantou Felipe Salha.
"Constatamos que se aumentar a despesa inviabiliza a administração, a gestão fica comprometida. Ainda tem que se levar em conta que houve o aumento do salário mínimo que subiu de R$ 420 para R$ 465, por conta disso muitos pagamentos tiveram que ser adiados", complementou o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais.
As categorias estão entendendo que o governador não pode fazer nada diferente do que fez. Aliás, o pagamento que será antecipado, pela proposta inicial, será com o uso do dinheiro do socorro feito pelo Governo Federal. O pagamento do valor equivalente a parcela do PCS que teria pago em maio, será pago 20% nos meses de maio, junho e julho, em agosto paga o restante.
Mas o Governo ainda tem dados sigilosos que não puderam ser expostos aos sindicalistas. "Estes números não podem ser detalhados e não tivemos acesso, até entendemos que o Estado possa ter números que não são públicos, mas ainda tem a crise e o Tesouro Nacional auditou as finanças estaduais", assinalou. O Governador explicou que se conceder o aumento vai estourar o limite permitido pela LRF, mas apresentou os dados da folha de pagamento do Estado e pediu a compreensão.
Diário do Povo

Nenhum comentário: