quinta-feira, agosto 09, 2018

Procurador diz que investigação apura lavagem de dinheiro na operação Topique

O procurador da República, Kelston Lages, informou nesta quinta-feira (9) ao Cidade Verde que as denúncias da operação Topique são "gravíssimas" e adiantou que as investigações apuram lavagem de dinheiro, fraude em licitações, uso de documentos falsos e corrupção. 
A operação deflagrada pela Polícia Federal prendeu 21 pessoas suspeitas de fraude em licitações no transporte escolar e duas servidoras da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e empresários foram presos.  Foram cumpridos ainda 40 (quarenta) mandados de busca e apreensão.

"São denúncias gravíssimas que nos traz  preocupação. É preciso de uma investigação mais profunda. Envolve mais de R$ 100 milhões de desvio de recursos públicos que tem um impacto em um estado pobre como o nosso", disse o procurador, que acompanhou as audiências de custódia na justiça federal que seguiu com a manutenção das prisões.

"Necessita de um aprofundamento na investigação. Há indícios de que muitos deles foram usados como laranja e precisamos alcançar essas pessoas e foi a mando de quem", disse Kelston Lages.

A Polícia Federal informou que na investigação há cerca de 20 empresas envolvidas na corrupção nos estados do Piauí e Maranhão. O prejuízo, segundo a PF, foi de R$ 119 milhões.


"Entre os 21 presos estão sendo investigados fraude em licitação, direcionamento de licitação, uso de documentos falsos, lavagem de dinheiro e corrupção. É preciso se chegar a todos os autores e responsáveis pela corrupção", adiantou o procurador.

Kelson Lages informou ainda que os procuradores da República que acompanham a investigação são Marcos Aurélio Adão e Cynthia Arcoverde e que ele teve acesso ao processo nas audiências de custódia.

"Acreditamos que os materiais apreendidos vão ajudar na investigação  para se chegar aos verdadeiros mandantes e responsáveis pelos crimes", disse o procurador.  

Por Yala Sena/Cidade Verde | Edição: Jornal da Parnaíba
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