terça-feira, agosto 21, 2018

Obras paralisadas do Porto das Barcas aumenta o risco de desmoronamento

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) contratou em julho de 2017, por R$ 8,6 milhões a empresa MP Engenharia Ltda para fazer a reforma do "Conjunto Arquitetônico Porto das Barcas", em Parnaíba com prazo de 180 dias, mas passado mais de um ano a obra continua sem ser concluída, e pior estão paradas como muitas outras no estado do Piauí.

A empresa contratada para restauração arquitetônica do Espaço Cultural Porto das Barcas, no centro histórico de Parnaíba, acreditando que houvesse recursos para dar continuidade as obras, destelhou a parte lateral do acesso principal daquela ambientação, mas em seguida, por falta de pagamento a obra foi paralisada. O resultado tem sido desastroso. As paredes, diante das chuvas, tornaram-se úmidas a ponto do antigo reboco desabar literalmente, pondo a nu tijolos artesanais e pedras que datam aproximadamente 200 anos.
Desde quando foram iniciados os trabalhos, e com interrupções reiteradas, jamais os permissionários foram notificados por escrito para, ao tempo em que conhecessem o projeto arquitetônico, darem o seu indispensável consentimento para que operários destelhassem a cobertura de cada espaço ocupado há dezenas de anos.

Há denúncias de que esses serviços não foram previamente autorizados pela prefeitura de Parnaíba, por sua Secretaria de Habitação e Urbanismo bem como a inexistência de autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN e até mesmo seja do conhecimento oficial do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba IHGGP. 
Como não existem vigias no canteiro de obras a fiação elétrica e um painel de energia que foi colocado no galpão foi roubado recentemente.

Logo, tudo vem sendo agredido e em desfavor da cidade e de sua história, portanto, confirmadas estas denúncias, precisam ser de imediato reprimidas, fazendo-se necessária a comunicação "incontinenti" ao Ministério Público para, pelo menos, tentar minimizar os prejuízos que, até aqui, já se tornaram visíveis. Sobreleva ainda destacar que os permissionários, todos eles de poder econômico e financeiro limitado, sentem-se impotentes diante de tão absurda agressão, não sendo admissível que autoridades não adotem providências para coibir a denunciada agressão ao patrimônio histórico e paisagístico de Parnaíba.

Fotos e texto de Jean Jorge
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