quinta-feira, outubro 25, 2018

Investigações de crimes no Piauí estão paradas por falta de combustível nas viaturas

No Piauí, as investigações de crimes estão paradas devido a falta de combustível para abastecer as viaturas da Polícia Civil. A situação é a mesma há quase dez dias. Sem abastecimento, viaturas estão paradas nos pátios de algumas delegacias especializadas e distritos policiais de Teresina e do interior do Estado.

Na manhã desta quarta-feira (24), o secretário de Segurança Pública do Piauí, coronel Rubens Pereira, confirmou o desabastecimento e atribuiu o problema a questões burocráticas com a empresa de São Paulo que venceu a licitação para fornecer o combustível. 

"Temos um contrato com a empresa que ganhou a licitação, mas precisamos fazer um aditivo porque houve um aumento no valor do combustível. Com isso, tivemos que fazer um aditivo de 20%. Esse processo de aditivação segue um rito legal previsto na Lei de Licitações (8.666) que tem que passar pelos órgãos de controle interno, inclusive a PGE", disse o secretário. 

Ele acrescenta que o entrave burocrático foi superado e o abastecimento está sendo regularizado gradativamente. "Na Central de Flagrantes e na de Gênero, o problema já foi resolvido", cita o secretário. 

O combustível é colocado nas viaturas da Polícia Civil do Piauí por meio de cartões de abastecimento.

O Cidade Verde apurou que em algumas delegacias o abastecimento foi regularizado. Contudo, de forma paliativa, apenas 20 litros. Outras ainda estão totalmente sem combustível.

 Tanto o secretário Estadual de Segurança, Rubens Pereira, como o delegado geral, Riedel Batista confirmaram que aos poucos as viaturas estão sendo abastecidas nesta terça-feira (24).

"Tivemos uma problema burocrático sobre o contrato com as empresas, mas alguns distritos estão trabalhando a todo vapor", disse Riedel Batista. 

Sinpolpi confirma falta de combustível
O Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi) reafirma que as viaturas de algumas delegacias de Teresina ainda estão sem combustível. Por conta do problema, a entidade ressalta que investigações, transferência de presos, perícia em local de crime e intimações estão sendo “fortemente” prejudicadas. 

O presidente do Sinpolpi, Constantino Junior, disse ao Cidadeverde.com que falta combustível até para viaturas da Central de Flagrantes e do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP), divisões estratégicas para a segurança pública. 

“Ontem não tinha combustíveis na viatura da Central de Flagrantes. As viaturas estavam desabastecidas. Estamos denunciando isso desde o dia 8 de outubro, logo depois das eleições do primeiro turno. Temos que exigir dos gestores uma solução e é preciso que não se deixe chegar a esse ponto”, declarou Constantino.

Por: Graciane Sousa e Izabella Pimentel/Cidade Verde | Edição: Jornal da Parnaíba
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