segunda-feira, outubro 29, 2018

Com processo judicial indefinido, Parnahyba segue sem planejamento para 2019

Parnahyba tem audiência adiada e processo judicial segue sem definição: "Mãos atadas". Segundo presidente interino do Tubarão, Osvaldo Brandão, julgamento do imbróglio no Tribunal de Justiça de Teresina foi remarcado e clube aguarda desfecho para iniciar planejamento de 2019
Batista Filho foi afastado do cargo após denúncia judicial de Gringo — Foto: Renan Morais/GloboEsporte.com
Sem planos para 2019, o Parnahyba segue aguardando uma definição judicial sobre o imbróglio que cerca o clube desde o afastamento imediato de Batista Filho do cargo de presidente. Uma audiência que estava marcada para a última quarta-feira, no Tribunal de Justiça de Teresina, e poderia mudar os rumos azulinhos, precisou ser adiada. Por conta disso, o presidente interino, Osvaldo Brandão, segue à frente do clube.

Porém, Osvaldo não pode, por conta da intervenção administrativa, dar nenhum passo do planejamento do Tubarão para 2019. Preocupado com a situação, o dirigente assumiu que segue aguardando uma solução rápida, para assim, iniciar o cronograma do ano que vem, onde o Tubarão disputa o Campeonato Piauiense e Copa São Paulo de Futebol Júnior.

- Continuo como presidente (interino). Quarta-feira passada iria haver um julgamento no TJ (Tribunal de Justiça), em Teresina, porém, foi adiado. Enquanto não acontecer um desfecho para o caso, estamos de mãos atadas para programarmos algo para o próximo ano – lamentou o dirigente azulino.
Batista Filho e seu vice, Osvaldo Brandão — Foto: Miguel Bezerra
A novela judicial no Parnahyba começou logo após as eleições para a presidência do clube. Derrotado nas urnas, o ex-jogador e ex-presidente Gringo, denunciou Batista Filho por suposta fraude nas eleições presidenciais do clube e também pela falta de prestação de contas da atual gestão.

A situação gerou um impasse que chegou a ter a nomeação e destituição de uma interventora, enquanto o vice-presidente Osvaldo Brandão assumiu o comando interino azulino. Celina Olivindo, disse que encontrou resistência para iniciar a prestação de contas. Após 21 dias depois da nomeação como interventora, a professora de administração confessou existir falta de interesse do atual presidente azulino.
A ação movida em outubro do ano passado só foi julgada no início deste ano, quando a 1ª Vara da Comarca de Parnaíba determinou o afastamento de Batista por indícios de irregularidade. Além de denunciar a suposta fraude nas eleições, Gringo ainda denunciou a falta de prestação de contas do clube. O então presidente negou todas as acusações.

O processo segue sem data prevista para ser julgado. Caso seja constatada a irregularidade no pleito, novas eleições presidenciais deverão ser feitas no clube.

Por Stephanie Pacheco/Globo Esporte
 | Edição: Jornal da Parnaíba
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