sexta-feira, abril 13, 2018

ZPE de Parnaíba quer atrair investimentos árabes

Secretaria Executiva do Conselho das Zonas de Processamento de Exportações se articula para fazer parcerias com zonas francas de países árabes e atrair investimentos da região.
Secretária Executiva do Conselho das Zonas de Processamento de Exportações (SE/CZPE), Thaise Pereira Pessoa Dutra se reúne cm representantes das ZPEs do Pecém e Parnaíba.
O Brasil quer atrair investimentos árabes para as suas Zonas de Processamento de Exportações (ZPEs), áreas industriais nas quais as empresas instaladas têm benefícios para exportar, e também pretende promover uma aproximação com as zonas francas destes países.

O assunto foi tratado nesta quarta-feira (11) em uma reunião em Brasília, encabeçada pela Secretaria Executiva do Conselho das Zonas de Processamento de Exportações (SE/CZPE), com a presença do diretor geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, e representantes da ZPE do Pecém – Ceará e da ZPE Parnaíba – Piauí.

Thaíse Pereira Pessoa Dutra: investimentos
A Secretaria pertence ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). Segundo a secretária executiva do CZPE, Thaíse Pereira Pessoa Dutra, o governo brasileiro está buscando agregação de valor à cadeia produtiva por meio das ZPEs. Na prática, há um incentivo para que nestas zonas sejam fabricados produtos com valor agregado para a exportação. “O Brasil já possui competitividade notória em comércio exterior nas cadeias primárias”, diz.

Thaíse acredita que o foco das ZPEs se encaixa nas demandas do mercado árabe, que tem grande preocupação com a segurança alimentar. A ideia é que os árabes invistam nessas zonas para depois exportarem os alimentos a seus países. Thaíse acredita que os projetos nas ZPEs poderiam ser até focados em produtos de interesse dos árabes, como proteína animal.

A secretária executiva participou do Fórum Econômico Brasil – Países Árabes, que ocorreu na capital paulista no começo de abril, e teve conversas com várias lideranças árabes presentes, como executivos de entidades e de zonas francas. Também estiveram no fórum representantes de ZPEs de Bataguassu (MS), Uberaba (MG) e de Pecém (CE).

Apresentado a investidores oportunidades de negócios
na ZPE Parnaíba
O CZPE vai participar da Conferência Internacional da Organização Mundial de Zonas Francas, de 30 de abril a 1 de maio em Dubai, nos Emirados, e pretende marcar reuniões com representantes das zonas francas locais para discutir troca de informação e cooperação. A ideia é travar conversas, na conferência, também com zonas francas de outros países árabes.

Thaíse acredita que para atrair os árabes é necessário entender a cultura deles quanto aos investimentos. Ela quer contar com essa aproximação das zonas francas locais para isso e também para ajudar na atração dos investimentos da região para as ZPEs brasileiras.

Hoje há uma ZPE já em operação no Brasil, a do Ceará, e 19 em processo de implantação. A do Piauí está em fase de conclusão de obras. As iniciativas mais atuais de ZPEs fazem parte da segunda geração destas zonas, que faz a prospecção de investimento já no momento inicial do projeto e não cria a zona para depois ver a viabilidade de atração de investidores.

Secretaria Executiva do Conselho das Zonas de

Processamento de Exportações se articula para
fazer parcerias com zonas francas de países árabes
e atrair investimentos da região.
Essas zonas são voltadas para empresas exportadoras e recebem um pacote de benefícios por um período de 20 anos, entre eles suspensão de tributações como Cofins, PIS/Cofins e Imposto de Importação (IPI), e dispensa de licenças que não afetem a segurança nacional e o meio ambiente, entre outras vantagens. Os benefícios são concedidos sobre a exportação, que deve representar pelo menos 80% da produção da empresa instalada.

Thaíse conta do impacto da ZPE do Pecém na economia do estado. As exportações do Ceará tiveram no ano passado um crescimento de 62,5%, impulsionadas pela zona, que abriga a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), exportadora de placas de aço.  As vendas externas de semimanufaturados de ferro e aço do estado somaram US$ 1,04 bilhão em 2017, o que representou 50% do total das exportações de Ceará.

Jornal da Parnaíba com informações da ANBA
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