sábado, fevereiro 24, 2018

Professores do Estado iniciam greve e escolas amanhecem fechadas

Funcionários de escolas e professores deflagraram greve que havia sido anunciada na segunda-feira (19). De acordo com sindicato, estudantes apoiam a greve.
Professores e funcionários de escolas aprovaram greve em assembleia segunda-feira (19). (Foto: Divulgação/ Sinte)
Professores e funcionários das escolas da rede pública estadual entraram em greve nesta sexta-feira (23). A categoria protesta contra a proposta de reajuste apresentada pelo Governo do Estado e por melhores condições nas escolas. Núcleos regionais de educação das cidades de Teresina, São Raimundo Nonato, Água Branca, José de Freitas, Oeiras, Campo Maior, São João do Piauí, Picos e Piripiri aprovaram a greve em Assembleia realizada na última segunda-feira (19), e não tem prazo para terminar.

De acordo com o Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí) as escolas funcionaram normalmente de segunda-feira (19), quando as aulas iniciaram, até quinta-feira (22). Professores e funcionários estarão nas escolas nesta sexta-feira (23) para orientar os alunos e pais de alunos sobre a greve.

A greve foi aprovada após a categoria rejeitar uma proposta apresentada pelo Governo do Estado de conceder auxílio alimentação para compensar o reajuste salarial de 2018. Para o sindicato, a proposta não contempla toda a categoria, pois deixa de fora os aposentados e funcionários que recebem outros auxílios, como o auxílio transporte.

O sindicato aponta também a estrutura de trabalho como motivação para a greve. A categoria afirma que as condições precárias de algumas unidades escolares não só dificultam o aprendizado, como ainda facilitam a ação de criminosos dentro das escolas. De acordo com o Sinte, por estes motivos os próprios alunos de algumas escolas apoiam o movimento grevista.

A categoria marcou uma reunião para segunda-feira (27), onde deverá deliberar sobre a continuidade da greve.

Seduc
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (Seduc) disse por meio de nota que já paga um valor acima do estipulado pelo Ministério da Educação para 2018, e que propôs o reajuste através do auxílio aliementação para não ultrapassar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Por Andrê Nascimento, G1 | Edição: Jornal da Parnaíba
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