sexta-feira, outubro 06, 2017

Suspeito de homicídio tem cabeça decepada e pendurada numa estaca

População decepa suspeito de homicídio e pendura a cabeça em cerca; O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (04); Vejam imagens!
População decepa suspeito de homicídio e pendura a cabeça em cerca. Cabeça do suspeito foi pendurada em uma cerca (Crédito: Reprodução)
O delegado da Polícia Civil da cidade de Tutóia, no Maranhão, em entrevista ao repórter Kairo Amaral, da Rede Meio Norte,  afirmou que o assaltante identificado apenas como "Negão", morto por populares em linchamento ocorrido ontem,  veio para o município para matar um traficante que atua na região por conta de uma divida de drogas de R$ 16 mil.

"Na verdade eles vieram matar um traficante daqui por ele estar devendo R$ 16 mil pela compra de drogas, entretanto, ele ["Negão"] não fez esse procedimento. Ele convidou uma pessoa para queimar a casa do traficante, essa pessoa é menor e está apreendido. Ele [menor] não aceitou e por isso não fizeram nada com o traficante. E foi a partir daí que ele começou a fazer alguns assaltos, nós, inclusive, autuamos duas pessoas que estavam com ele nesses assaltos. Foram quatro assaltos que eles fizeram aqui, e estão presos", afirmou. 
Delegado da Polícia Civil da cidade de Tutóia (Crédito: Rede Meio Norte)
O crime
O crime ocorreu da seguinte forma: "Negão" efetuou vários disparos com uma arma de fogo, sendo que um dos tiros tirou a vida do jovem Paulo Vitor Cardoso Pinto, de 24 anos, que tentava fugir do local dos disparos, sendo atingido na cabeça e morrendo no local. Revoltados, populares resolveram linchar "Negão", Os moradores cortaram a cabeça do acusado e a penduraram em uma cerca.

“Fizemos o que a polícia tem que fazer: fomos ao local juntamente com a polícia militar, e fizemos todos os procedimentos referentes à identificação dos corpos e dos supostos autores, porque no momento houve uma briga generalizada, então ficou muito difícil saber quem participou e quem não participou. Nós estamos tentado identificar referente ao caso do linchamento. Referente a autoria da morte do Paulo Vitor, já sabemos que é esse “Negão” que ainda não foi identificado, ele veio de São Luís para cá para fazer algumas 'paradas', como eles falam", informou.  

O  superintendente da Polícia do Interior no Maranhão, Jhaligson Freire, durante entrevista à Rede Meio Norte, falou sobre o linchamento ocorrido no município de Tutóia. 
Superintendente da Polícia do Interior no Maranhão, Jhaligson Freire (Crédito: Rede Meio Norte)
“Segundo o delegado Rubens Sérgio, da Delegacia Regional, foram feitas diligencias e esse ["Negão"] estava lá em Tutóia se dizendo fazer parte de uma facção criminosa, e foi [até a cidade] justamente para cometer assaltos. Do bando dele foram presos três elementos, sendo um menor e dois maiores. Ele [“Negão] conseguiu fugir”, afirmou.

O delegado explica que os dois comparsas estão presos e serão levados para São Luís. “O Luciano, sim, já foi identificado e o outro, inclusive faziam parte do grupo e já estão presos. Eles irão pagar pelo crime que cometeram, no caso o homicídio contra o Paulo Vitor Cardoso Pinto”, acrescentou.
Jovem assassinado ao tentar sair de bar e a arma do crime (Crédito: Reprodução)
O delegado informou ainda que a polícia está trabalhando na identificação das pessoas que participaram do linchamento. “Na medida em que eles cometem um crime desse, mesmo esse indivíduo sendo perigoso, a população não tem essa faculdade de praticar Justiça com as próprias mãos, porque cada uma delas que forem identificadas serão indiciadas por homicídio, então é uma pena muito grande e não vale a penas fazer o 'serviço' com as próprias mãos”, informou.

A população do município de Tutóia, no Maranhão, se revoltou após um homicídio contra um jovem bastante conhecido na cidade, e resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Os populares deceparam o suspeito de ter cometido o crime, que não teve a identidade revelada.

Os moradores cortaram a cabeça do acusado e a penduraram em uma cerca. Logo depois, atearam fogo em seu corpo. O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (04), e chamou atenção de maranhenses e piauienses. A Polícia Militar investiga o caso.
População mata, decepa cabeça e ateia fogo no corpo de assassino de jovem em Tutóia - MA (Crédito: Reprodução/ blog do Neto Pimentel)
De acordo com as primeiras informações colhidas no local, após uma briga generalizada ocorrida em uma bar no povoado Bom Gosto, um suspeito, que não teve o nome identificado, conhecido apenas por "Negão", efetuou vários disparos com uma arma de fogo, onde um dos tiros, tirou a vida do jovem Paulo Vitor Cardoso Pinto, 24 anos, que tentava fugir do local dos disparos, sendo atingido na cabeça e morrendo no local.

Com a morte do jovem, populares revoltados, seguiram o acusado, que fugiu rumo a estrada do povoado Estiva, no município de Tutóia, sendo alcançado na altura de um matagal, onde o linchamento foi concretizado, com ateamento de fogo no corpo do elemento e decapitação. A cabeça de "Negão" ficou exposta em uma estaca de um dos terrenos da localidade.
População mata, decepa cabeça e ateia fogo no corpo de assassino de jovem em Tutóia - MA (Crédito: Reprodução/ blog do Neto Pimentel)
O Delgado Rubem, que investiga o caso, falou que o acusado degolado, pertencia a uma quadrilha e uma facção criminosa formada recentemente no município, responsáveis por diversos assaltos ocorridos na região. O Tenente Sergio, disse que logo após o ocorrido, a polícia Militar e Civil, fizeram os procedimentos necessários, realizando buscas e autuando em flagrante Gabriela Cruz Silva, esposa de "Chupa" (foragido) e Edenilson Nascimento Oliveira.

No dia 27 de setembro, já havia sido apreendido, o menor L.C.S.J., irmão de "Chupa". Para a polícia, ambos faziam parte do mesmo bando. Segundo o Tenente Sergio, com as prisões, a quadrilha foi desarticulada e os detidos ficarão a disposição da justiça. Todas as diligências continuarão até que todos os envolvidos sejam presos e entregues para a justiça. Finalizou o Tenente Sergio.

Por Kairo Amaral/Meio Norte | Edição: Jornal da Parnaíba
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