segunda-feira, abril 17, 2017

Lava Jato: ex-ministros serão investigados por obra dos Tabuleiros Litorâneos

Denúncia aponta o suposto pagamento indevido de vantagens para a obra dos Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba, no ano de 2008.

Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves teria recebido propina da Odebrecht por obra dos Tabuleiros Litorâneos.
A Procuradoria da República no Piauí vai investigar dois ex-ministros citados em delações de executivos da construtora Odebrecht na Operação Lava Jato. Os casos foram encaminhados também para a Justiça Federal no Piauí pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque os nomes de Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves não possuem foro privilegiado. 

A petição 6.701, que cita os dois políticos, foi feita pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, com base na delação premiada de Ariel Parente Costa, João Antônio Pacífico Ferreira, Cláudio Melo Filho e Paulo Falcão Corrêa Lima Filho. A denúncia aponta o suposto pagamento indevido de vantagens para a obra dos Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba, no ano de 2008. 

O processo teve o sigilo revogado na última terça-feira (11), quando Fachin também determinou a abertura de 74 inquéritos no STF, enquanto remeteu 201 petições para as instâncias cabíveis. Fachin já havia determinado o envio da petição 6.701 ao Piauí no dia 4 de abril, mas o caso ainda estava sob sigilo. 

Segundo a denúncia, os executivos delataram um acordo de mercado entre empreiteiras para a concorrência da obra no litoral piauiense. 

Além disso, Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional entre 2007 e 2010, teria recebido R$ 210 mil. Já Henrique Eduardo Alves, que presidia a Câmara dos Deputados entre 2013 e 2015 e foi ministro do Turismo no ano passado, teria ganho R$ 112 mil. Documentos que atestariam a troca de e-mails entre as empresas e os políticos são mencionados como provas.

O projeto de irrigação teve concorrência vencida pelo consórcio formado entre a Odebrecht e a construtora Queiroz Galvão. 

O site do jornal Folha de São Paulo, Geddel declarou estar tranquilo por não ter cometido qualquer irregularidade, mas não teve acesso ao inquérito e só depois disso vai se posicionar sobre o caso. Já Henrique Eduardo Alves disse que as acusações são falsas e mentirosas, o que será mostrado ao longo do processo.

Fonte: Cidade Verde | Edição: Jornal da Parnaíba
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