sábado, novembro 26, 2016

Piauí tem a terceira menor renda média mensal do país, revela PNAD

Mulheres ocupadas no estado recebem mais, somente, que as do MA. De 2014 para 2015, houve retração de 3,09% na renda média.

O Piauí possui o terceiro menor rendimento médio mensal do país. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2015. A renda média era de R$ 1.163, em 2014, e no ano passo chegou a R$ 1.127, uma variação de 3,09%. Os estados do Maranhão (R$ 1.106) e Sergipe (R$ 1.112) ficaram abaixo do Piauí no levantamento.

O estado segue o exemplo do cenário nacional em que foi registrado queda na renda média mensal. A perda de rendimentos ocorreu em todas as regiões do Brasil e em 22 das 27 unidades da federação, como evidenciou o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Brasil, o rendimento de pessoas ocupadas passou de R$ 1.950, em 2014, para R$ 1.853, em 2015, o que representa uma redução de 5%. Também foi registrada queda de 5,6% na renda média mensal do nordestino, que chegou a R$ 1.223, a menor do país. No Piauí, essa queda chegou a 3,09%.

A diferença a renda de homens e mulheres ocupadas no Piauí também continua com diferença significativa. De acordo com o IBGE, através do Índice de Gini, que mede a concentração de renda e desigualdade, o maior nível de desigualdade no rendimento foi encontrado no Piauí (0,552), e o menor nível, em Santa Catarina (0,372).

Enquanto os homens piauienses ocupados recebem R$ 1.211, as mulheres tem rendimento médio mensal de R$ 1 mil. Este valor só maior que a renda média das mulheres ocupadas do Maranhão que recebem R$ 947 As mulheres do Distrito Federal são as que recebem maior rendimento mensal médio, com R$ 3.018.

No que diz respeito à distribuição do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos por sexo no Brasil, o Índice de Gini, que mede a concentração de renda e desigualdade, se mostrou mais desigual entre os homens (0,487) do que entre as mulheres (0,471).

O Piauí apresentou maior nível de desigualdade entre as mulheres ocupadas com 0,552. O menor nível neste grupo foi identificado no estado de Santa Catarina (0,372).

A PNAD 2015 foi realizada em 20 municípios piauienses, consultou 5.697 pessoas em 2.251 unidades domiciliares.


Beto Marques/G1 | Jornal da Parnaíba

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